Analisemos a situação no Oriente Médio. Ali, nenhum governo árabe é capaz de contar com a confiança plena de nenhum dos lados, até mesmo porque não há grande confiança dos países do Ocidente com relação à maioria deles (esse é, infelizmente, o caso do Egipto, da Síria, do Líbano, da Líbia). O Rei da Jordânia, apesar da boa vontade, ainda não é um candidato sólido. Tampouco o Irão cheio de pretensões arrogantes pode representar uma alternativa viável.
Somente um país que contasse com real solidez e confiança do mundo inteiro, poderia ajudar de fato Israel e a Palestina a se entenderem, e quem sabe no futuro até mesmo cooperarem um com o outro no desenvolvimento económico e nas relações entre si no quesito cultura. Pela natural proximidade, há esse potencial, afinal, num futuro que agora pode estar distante ou não, com uma pátria palestiniana independente e reconhecida (assim como Israel já o é), seria benéfico aos israelitas colaborar com seu vizinho mais próximo.
Aquilo que teve início no desenrolar do século XX terá resolução no século XXI, e, se Deus o permitir, a paz chegará entre israelianos e palestinianos com a ajuda (muito provavelmente) de uma figura carismática, que até hoje não sabemos ainda quem é...

