A Minha Filosofia

Eu ficarei para sempre com o que disse Zoroastro, grande sábio persa do século VI a.C., que resumiu o que é estar no caminho correto em apenas uma singela frase:

"BONS PENSAMENTOS, BOAS PALAVRAS, E BOAS AÇÕES."

Quero fazer deste princípio o meu viver, incorporar em tudo o que sou a essência desta visão tão simples, para conseguir estar bem com o mundo e comigo mesmo antes de qualquer coisa.

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viernes, 4 de marzo de 2011

Jamais Esquecerei

   Estive a comunicar-me com um amigo distante, que lemborou-me de quem sou. Disse-me que, como poeta, para mim o amor é uma necessidade e uma fonte de inspiração.

   Voltei a pensar em meu primeiro amor. Só esse amor me faz ter vontade de querer algo que não posso encontrar na realidade. Esse amor é minha única fraqueza. Ele não voltará. Eu sei, eu aceito isso. Talvez nem sequer ele precise voltar. Basta que permaneça no lugar onde está, porque a casa do coração é a única que não pode ser destruída, ao contrário de todas as outras. Suas pedras não podem ser tocadas pelas mãos humanas, e portanto são eternas.

   E pensar que uma vez eu cheguei a discutir com Renato, dizendo que não o amava mais... não o amo mais como o amava quando o deixei. Antoine é uma lembrança ainda, que no entanto vai se apagando, sobrevivem somente alguns traços de memórias aos quais me apego com força, temendo que se percam para sempre...

   O que sinto agora? Conhecem a canção "Asla Vazgeçemem", de Tarkan Tevetoğlu? Então prestem atenção à letra...



Asla Vazgeçemem (Jamais Esquecerei)

Ah, gözlerin! 
(Ah, teus olhos!)
Ah, gözlerin beni benden alan...
(Ah, teus olhos que de mim foram roubados...)
Sislerin ardından, buğulu bakan.
(Serão encontrados através da névoa [de lágrimas].)


Ah, sözlerin!
(Ah, tuas palavras!)
Ah, sözlerin beni benden çalan,
(Ah, tuas palavras que levaram de mim,)
Bir nehir misali, kalbime akan...
(Que, como um rio, correm em meu coração...)


Asla, asla vazgeçemem, senden asla!
(Jamais, jamais desistirei de ti.)
Olamam ben sensiz,
(Não posso viver sem ti,)
Yapamam sevgisiz.
(Não posso ficar sem teu amor.)
Asla, asla vazgeçemem, senden asla!
(Nunca, nunca desistirei de ti!)
Olamam ben sensiz,
(Não posso viver sem ti,)
Yapamam kimsesiz.
(Não posso ficar sem ninguém.)


Ah, saçların!
(Ah, teus cabelos!)
Ah, saçların alev alev yakan,
(Ah, teus cabelos que ardem como fogo,)
Rüzgarla savrulup bin ışık saçan...
(Que como o vento se dobram, que brilham como mil luzes...)

miércoles, 8 de septiembre de 2010

Tudo Muda

Na vida, nada é eterno. Pude perceber isso agora, que estou de volta à minha família, para uma visita, que acaba amanhã. Gostei muito de revê-los a eles todos, graças ao bom Deus estão todos muitíssimo bem. Há coisas que foi um choque constatar, mas no fim das contas, é bom saber que souberam se virar sem mim. Estão crianças crescidas já, e sabem cuidar de si maravilhosamente... minha mãe não adiou nenhum compromisso por causa de mim, isso me magoou um pouco, porém eu não posso falar nada, afinal ela também pediu-me que ficasse mais, e não fico por me sentir um pouco deslocado agora, em meio a tantas mudanças. 


Agora, começo uma nova viagem, e uma nova família. Não quero me preocupar demais, porque no final tudo é bem menos complicado do que pensamos antes. Preciso preparar o coração, apenas isso. Revi muita gente, outros não pude rever, mas é a vida, nada é eterno, nem mesmo as rochas permanecem sempre no mesmo lugar. 

Fico a saber que morreu o Hod, e isso é para mim um grande pesar. Sei que está num bom lugar. Voltou para o começo. A vida é uma viagem. Um dia estamos numa praça, outro dia já não mais, mas nossa jornada jamais termina. Vá com Deus, amigo. 

lunes, 19 de julio de 2010

Enfim, é o que tem pra hoje...

 Confesso que na primeira vez em que visitei o blogue do Paulo Braccini Elian, pensei que era sobre o cardápio de algum restaurante mineiro por aí. E me surpreendi! Desta vez, deixo aqui minha pequena homenagem a este grande filósofo, que acaba de completar três anos de trabalho. Sem mais palavras, lhes apresento o próprio e sugiro uma visitinha, que certamente será mui interessante descobrir o cardápio do dia...

"Em um eu sinto o buscar-se; noutro, nada além do ir-se. Naquele, o multiplicar-se; nesse, o afã de dividir-se. Um inteira-se ao partir-se, faz do fim o eternizar-se; se um eu só é ao dar-se, outro o é ao consumir-se. Um é do outro o disfarce, se o outro em um traduzir-se. Sou mais versão do que fato, bem mais talvez que decerto; indecifrável retrato, num álbum jamais aberto. Nunca fui Sol, só deserto. Só fui supérfluo e aparato. Trago um discurso barato onde me finjo liberto. Solenemente abstrato, sou bem mais longe que perto."

Cliquem aqui e tenham acesso à conteúdos exclusivos do escritor.

sábado, 20 de marzo de 2010

Estou de Volta! As Novidades da Flor do Sul

 Olá a todos os amigos. Meus caríssimos seguidores e leitores eventuais, sou grato a todos vós pela compreensão e paciência que recebi, nesses tempos difíceis em que passei sem computador. Tenho planos para voltar em breve à blogosfera, e com tudo! Logo, logo terei de novo um computador, aguardem. Poderei continhuar a escrever e a ler os blogues interessantes com maior regularidade. Não que eu tenha abandonado o mundo da internet, é que tem sido complicado manter o mesmo grau de assiduidade da época do meu primeiro notebook, pelos motivos que especifiquei aqui, em 13 de janeiro. Estou a superar isso, graças a Deus. Dar vida à Flor do Sul é algo que me enche de prazer, sem mencionar os outros benefícios que me proporciona a internet, que é uma janela para o mundo, uma janela maravilhosa, com toda a certeza.

 Começo por colocar em dia os selos. Talvez eu não me lembre de todos, e já peço desculpa aos blogues que possam ter me presenteado com algum selo que eu esqueci de postar. A Lumena me agraciou com sua amizade portuguesa tão especial que vós podeis ver abaixo, bem como me ofertou um outro presente também (aqui):

  
Tenho amigos portugueses, e meu amor é português também. Lumena, obrigado, amiga, por tudo. Te considero demais, como o sabes. Quem quiser pegar fique à vontade, especialmente os da ala lusitana dos meus amigos.
  
 Pessoal, aconteceram tantas coisas nestas últimas semanas. Descobri muito sobre a vida, sobre as pessoas e sobre mim mesmo, fiquei noivo, estou bem espiritualmente (finalmente!) e, ando cheio de leituras para terminar - estou empolgadíssimo. Li várias revistas e almanaques, além de  O Diário de Anne Frank, o de Zlata Filipović, li a história européia do Pós-Guerra (autor: Tony Judt), o emocionante relato de Zarah Ghahramani, e a Pedra da Paciência, do maravilhoso Atiq Rahimi, que descobri recentemente. E ainda tenho que terminar As Flores do Mal  (Baudelaire), O Profeta (Khalil Gibran), A Arte da Guerra (Sun Tzu), 101 Dias em Bagdá (Åsne Seierstad) etc, sem falar dos livros que estou a esperar, um deles é O Jardim e a Primavera, de Amir Khusru, um poeta antigo da Índia islâmica - estou em verdadeira agonia por este livro!!!

 Como se nota, estou a recomendar estes livros, pois são obras interessantes, de escritores fascinantes. Outra coisa, comecei a escrever meu próprio livro! Sim, não é poesia, apesar d'eu ser poeta, mas sim uma coletânea de vários textos meus, sobre vários assuntos, principalmente filosofia, se é que eu posso ser chamado de filósofo. O nome que eu dei a essa loucura é "Fragmentos"; trata-se de um caderno de 200 folhas com uma imagem das Pirâmides de Gizé e da famosa Esfinge, onde eu escrevo o que me vêm à cabeça. Quem sabe um dia eu não me torno um escritor, hã? Mas, por enquanto, fica só para mim mesmo. Tenho idéias de histórias na minha mente, personagens e cenários que talvez eu os dê vida no futuro... O tempo dirá.

 Fiz um amigo iraniano através da minha página do YouTube. Parece ser um homem moderno e inteligente. Pedi-lhe que aceite ser "entrevistado" por mim, ou seja, que responda-me perguntas sobre a situação atual de seu país. Caso ele concorde, publicarei aqui no blogue. Tomara que aceite, ia ser enriquecedor para nós, que ouvimos tanto falar do Irã nos noticiários, porém sempre por quem é de fora, raramente pela voz dos próprios iranianos.

(Aqui, uma canção iraniana, de cantora Gugush)

 No mais, minha vida não mudou muito, continuo solitário, o trabalho está normal, tenho saudades da família... Só Deus sabe o quanto anseio pelo calor do colo da mãe, e por carinho de um modo geral. Afeto é coisa rara na minha vida, e é por isso que a internet, os livros e meus sonhos são um consolo tão caro a mim. Tenho vários projetos para o blogue, espero tudo que dê certo e que o público aprove. Meu público são todos os poucos e bons leitores da Flor do Sul. A todos eles, o meu mais afetuoso abraço.

 Fiquem bem, com muita paz e muita luz, todos vocês, meus amigos. 

lunes, 14 de diciembre de 2009

O Primeiro Aniversário

Boa tarde. Espero que estejam todos bem, e que meu cantinho seja a vós um momento prazeroso de se passar. Se assim é, meu coração está contente.


Este blogue, que surgiu em dezembro do ano passado, está a fazer um ano de vida, é um bebê. Lembro que tudo começou meio que por acaso, quando eu visitava um blogue uma vez, deixava lá comentários como anônimo e, para postar me identificando, criei uma conta aqui neste site, e então passei a escrever coisas que me pareciam legais de dizer, de compartilhar com os demais. Nascia então A Flor do Sul!

Hoje, olhando para trás, vejo que muita coisa mudou na minha vida, e na blogosfera não foi diferente. Tantas pessoas que passaram já por aqui, são mais de seis mil visitas! Algumas bem gostosas, outras nem tanto, porém todas elas contribuíram para o crescimento da Flor do Sul. Obrigado a todos vós, por tudo! A vida é interessante justamente pelo contato que temos uns com os outros!


O que aprendi nesse um ano de blogue? Bem, em primeiro lugar, comenta para seres comentado também. A opinião dos outros sempre é importante, e seria empobrecedor se abster delas. Eu leio outros blogues com a frequencia que posso, e lamento que o tempo seja por vezes insuficiente para se ver tudo o que dá vontade. Esse é o motivo principal de se ter um blogue, criar uma rede de amigos, onde compartilhamos emoções e ensinamentos com aqueles que pensam de forma semelhante à nossa, não importa se são homens ou mulheres, se vivem perto ou longe, e é independente de idade, classe social ou quaisquer outras eventuais diferenças que poderiam separar as pessoas, pois há qualquer coisa que nos une . Também aprendi que tanto faz compartilhar coisas da tua vida particular, opiniões sobre as coisas que acontecem no mundo, poesias ou textos teus, ou mesmo imagens ou vídeos da internet, pois no mundo virtual tudo tende a se misturar, e mais cedo ou mais tarde o blogueiro acaba variando sua temática, mesmo que não seja essa a sua intenção. Seria muito chato falar das mesmas coisas em todos os posts, é o que eu penso. Porém, cada um tem um universo particular na rede mundial de computadores, e cada caso é um caso. O que serve para fulano, pode não se encaixar para cicrano, ou ter nuanças diferentes em beltrano. Normal.

 A Flor do Sul conheceu outras flores, e por outras flores foi conhecida durante esses douze meses. Ela está a amadurecer cada vez mais. Tomara que o tempo favoreça o meu desejo, porque o que eu quero mesmo é que, com o passar dos anos, A Flor do Sul continue cada vez mais presente em minha vida, e se possível na dos meus leitores! Isso me dá uma satisfação imensa, mesmo sabendo que a vida "virtual" e a "real" são duas coisas distintas. Porém, é bem verdade que as duas se mesclam sempre, uma "invadindo" o terreno da outra...

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Selo

 Recebi este selinho da Débora, do blogue DoceVid@Dura. Nós nos conhecemos há pouco tempo, eu a descobri através do blogue de outra amiga, e gostei muito. As regras são simples: 1ª)Diga três livros que te marcaram,  2ª) Repasse a 5 outros amigos, de blogues que te fazem viajar.À Débora, o meu muito obrigado, todá rabá.


Os livros que me eu escolho são os seguintes:
- Rubaiyát, de Omar Khayyám, um poeta persa do século XI. O título significa "Quadras", e esses poemas me falam à alma toda vez que os lembro...
- Mensagem, de Fernado Pessoa. São poesias que têm um pedaço de nós, falantes do idioma português, pois nós temos um pedaço delas lá dentro. Pessoa também é universal, não importa a língua de quem o lê...
- Uma História Íntima da Humanidade, de Theodore Zeldin. O autor é um prestigiado historiador inglês, e aqui ele traça um paralelo entre as vidas de seres humanos comuns de várias épocas e lugares. Recomendo a quem quer quer saber um pouco mais sobre si mesmo, sem ter que recorrer à livros de auto-ajuda. Saiu em 1994 e, em inglês, o nome é este: "An Intimate History of Humanity".

Os meus indicados são:
- Graça,
- Paulo  e
A eles o meu abraço.
 OBRIGADO A QUEM POR AQUI PASSA E ATÉ BREVE!