A Minha Filosofia

Eu ficarei para sempre com o que disse Zoroastro, grande sábio persa do século VI a.C., que resumiu o que é estar no caminho correto em apenas uma singela frase:

"BONS PENSAMENTOS, BOAS PALAVRAS, E BOAS AÇÕES."

Quero fazer deste princípio o meu viver, incorporar em tudo o que sou a essência desta visão tão simples, para conseguir estar bem com o mundo e comigo mesmo antes de qualquer coisa.

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jueves, 1 de diciembre de 2011

Amiga - Chaverah - חברה

   Dia 27 de Outubro, foi um maravilhoso sábado para mim. Minha grande amiga veio me ver.

   Deborah Zaniolli chegou de manhã, com seu marido, Wladimir Hadag (Wladimir, O Peixe). Estava de camiseta branca e um lindo sorriso. Nos abraçamos, eu cumprimentei o senhor Peixe e subimos para conversar nós os três. A luminosidade vinda das janelas da sala dava aos cabelos e olhos negros de Deborah um contraste único com sua pele clara e sua roupa. Como queria uma fotografia daquele momento! Ela é linda, linda. Yafah sheli. Se um dia eles tiverem um filho, Deborah e Wladimir, será a criança mais bonita do mundo, pois os dois são pessoas lindíssimas.

   Agora ela está numa nova fase de sua vida, e eu desejo a ela muita sorte e muita paz. De sorte ela não precisará, pois na verdade tem muito talento e é segura de si, como poucas vezes já vi em minha vida. Além disso, ela tem um sorriso muito bonito e sabe respeitar e conviver com as pessoas, então não lhe falta mais nada. 

   Já tenho saudades eternas de ti, minha amiga.

Eles, em Akko (Israel)


martes, 19 de abril de 2011

Ser Só

Com o tempo, se a prende a ser só.
A ser só no mundo, a não pedir nada.
Se aprende a observar calado,
A caminhar só, acompanhado pela estrada.

E, consigo, encontrar prazer em caminhar.
O que se espera pode não vir,
Querê-lo é fadar-se a afastá-lo.
No fim da trilha, a surpresa pode surgir.

Cerejeira
   Decidi que não irei mais decidir coisa alguma. Apenas viverei. Não que tenha sido doloroso, pelo menos não é tão doloroso agora. Acho que as pessoas encontram uma força incrível dentro de si, que só vem depois de muitas surpresas desagradáveis. Para quem se acostuma às decepções e deixa de temê-las, pode ser uma grata descoberta uma flor no final da estrada. Não será a flor que se buscou, decerto, mas será igualmente encantadora.

 
Letra em persa aqui








 

viernes, 4 de marzo de 2011

Jamais Esquecerei

   Estive a comunicar-me com um amigo distante, que lemborou-me de quem sou. Disse-me que, como poeta, para mim o amor é uma necessidade e uma fonte de inspiração.

   Voltei a pensar em meu primeiro amor. Só esse amor me faz ter vontade de querer algo que não posso encontrar na realidade. Esse amor é minha única fraqueza. Ele não voltará. Eu sei, eu aceito isso. Talvez nem sequer ele precise voltar. Basta que permaneça no lugar onde está, porque a casa do coração é a única que não pode ser destruída, ao contrário de todas as outras. Suas pedras não podem ser tocadas pelas mãos humanas, e portanto são eternas.

   E pensar que uma vez eu cheguei a discutir com Renato, dizendo que não o amava mais... não o amo mais como o amava quando o deixei. Antoine é uma lembrança ainda, que no entanto vai se apagando, sobrevivem somente alguns traços de memórias aos quais me apego com força, temendo que se percam para sempre...

   O que sinto agora? Conhecem a canção "Asla Vazgeçemem", de Tarkan Tevetoğlu? Então prestem atenção à letra...



Asla Vazgeçemem (Jamais Esquecerei)

Ah, gözlerin! 
(Ah, teus olhos!)
Ah, gözlerin beni benden alan...
(Ah, teus olhos que de mim foram roubados...)
Sislerin ardından, buğulu bakan.
(Serão encontrados através da névoa [de lágrimas].)


Ah, sözlerin!
(Ah, tuas palavras!)
Ah, sözlerin beni benden çalan,
(Ah, tuas palavras que levaram de mim,)
Bir nehir misali, kalbime akan...
(Que, como um rio, correm em meu coração...)


Asla, asla vazgeçemem, senden asla!
(Jamais, jamais desistirei de ti.)
Olamam ben sensiz,
(Não posso viver sem ti,)
Yapamam sevgisiz.
(Não posso ficar sem teu amor.)
Asla, asla vazgeçemem, senden asla!
(Nunca, nunca desistirei de ti!)
Olamam ben sensiz,
(Não posso viver sem ti,)
Yapamam kimsesiz.
(Não posso ficar sem ninguém.)


Ah, saçların!
(Ah, teus cabelos!)
Ah, saçların alev alev yakan,
(Ah, teus cabelos que ardem como fogo,)
Rüzgarla savrulup bin ışık saçan...
(Que como o vento se dobram, que brilham como mil luzes...)

lunes, 28 de febrero de 2011

Conhecidos?

Todos são conhecidos...

Cada rosto que vejo
Parece-me outro que já vi.
Cada par de olhos
Diz-me já ter estado ali.

Todos são conhecidos...


Às vezes lembra um colega de escola
Dos tempos em que eu era menino,
Outras vezes algum desavisado
Que cruzou o meu destino.

Todos são conhecidos...

Memória fotográfica
Nem sempre é um bem.
Não quero reconhecer
Todos os que vêm.

lunes, 21 de febrero de 2011

Pessoas diferentes

   A tolerância é fundamental para que vivamos juntos uns com os outros em paz e relativa harmonia, na medida em que isso for possível.  Ela inclui nossos amigos, familiares, conhecidos, aqueles que trabalham conosco, as pessoas com as quais cruzamos pelas ruas, pelos lugares onde passamos etc. Todos devem tolerar para esperar serem tolerados.



   Para mim, é incrível como eu e minha mãe somos indivíduos de valores, comportamentos e ideias tão díspares. Ela gosta de festas, eu de sossego. Ela prefere estar sempre cercada pelas multidões, eu sou mais reservado. Ela não se importa de tomar sol, eu o evito. Ela bebe cerveja, eu gosto de vinho. Ela lê somente auto-ajuda e revistas de horóscopo, eu já me dedico à literatura em geral, filosofia, história, e escrevo poemas. Ela vive apenas o presente, eu penso no futuro. Ela têm uma determinada visão de mundo, eu tenho outra.

   Mantenho nosso relacionamento o mais superficial que eu consiga, fasso questão de não falar muito para não entrarmos em choque, mesmo que sem discussão. Aprendi a não depender dela para viver, e já não me faz tanta falta a presença da figura materna. Descobri que posso ser independente, e isso me satisfaz. Procuro mais o apoio e a compreensão dos meus irmãos, e até com o padrasto compartilho certas coisas em comum que com minha mãe não compartilho. No fundo, acho que gostaria de ter tido outra genitora, mas como isso não acontecerá, contento-me com a que possuo e esqueço essa questão. Sei que também ela, pelo menos em certos aspectos, gostaria de ter um filho que se ajustasse melhor às suas expectativas, é normal que isso aconteça.

   Não se trata daquela rebeldia clássica que distancia as gerações mais jovens das antigas, porque às vezes quem se sente o "velho" sou eu. Não é fácil ter uma mãe moderna, principalmente quando esse lado de sua personalidade revelou-se depois de muitos anos. Eu não posso ser machista, porque o machismo é coisa de homens (e mulheres) pouco evoluídos. Aceito-a como ela é, e peço a Deus que seja feliz. Mas, definitivamente, não me dá prazer em estar ao lado dela, não sei bem por que. Por causa disso, decidi me distanciar, não sondar sua vida, não participar de suas experiências. É melhor assim. Ela não necessita de mim, nem eu posso querer ser protetor e dar palpites no que ela faz ou deixa de fazer, isso não é de bom tom a um filho educado. Cada um sabe como dirigir os seus assuntos, sejamos indiferentes ao rumo que os demais decidem tomar. Que assim seja.

miércoles, 22 de diciembre de 2010

Novas Metas

 Isso que parece ser uma tradição mundial, a de fazer um resumo do ano que termina e metas para o que começa, quando dos últimos dias de cada ano, foi coisa que eu nunca fiz. Não que eu não soubesse, nem que demonstrasse desinteresse; o que acontece é que por alguma razão nunca tive tempo de sentar num canto e fazer uma grande análise de minha vida, calma e profundamente, pelo menos não nesse estilo de Dezembro.

 Só para variar um, desta vez resolvi estabelecer metas. Tem quem diga que é palhaçada. Não penso assim - palhaçada é quando nós brincamos com a vida e minimizamos a nossa própria capacidade de ação. Se eu for sério, talvez eu consiga!

 Aqui minhas metas para os próximos 365 dias, nada de muito grande, para que não exceda minhas próprias capacidades.
  • Falar menos e ouvir mais. No fim das contas, sabedoria se resume a isso. Sem ouvir, não se pode raciocinar, e quando alguém fala, é por que já pensou e apenas comunica sua ideia. Mas em si, o ato de falar não é o mesmo que o ato de pensar. 
  • Pensar mais em mim. Como é que eu poderei pensar nos outros se eu não pensar primeiro em mim mesmo? 
  • Não confiar tanto no amor. Nem sempre recebemos dele o que esperamos receber, o que demos no intuito de ver de volta. Então, acho que tenho me dedicado além da conta. Está na hora de esperar.
  • Ler mais. Já leio bastante, livros, revistas, Internet, tenho meus cadernos com poemas, pensamentos etc. Até estou a fazer a tradução de algumas obras. Como é algo que me dá prazer e faz bem, devo me aprofundar nisso.
  • Ter a família em primeiro lugar. Considerar mais mãe, irmãos, aqueles que são do mesmo sangue que eu. Mesmo que não viva na mesma casa, devo tê-los dentro do meu coração. É deles que extraio muito da força de que necessito. 
  • Quero esquecer os problemas com música e poesia. Chega de problemas. A vida pede beleza. 

martes, 7 de diciembre de 2010

Carta

 Nunca publiquei aqui neste blogue uma carta. Mas sempre existe uma primeira vez, então será gora...



 Em primeiro lugar, não sei se a pessoa a quem ela é destinada chegará a lê-la, e no fundo, não importa muito. Porque o que eu digo parece nunca importar mesmo. Digo para mim, digo porque a decisão está tomada e seguirá adiante; sinto que será assim e por mais que doa, necessito desabafar, nem que seja com as paredes (mais uma vez).

 Isto não é uma declaração de que a estrada chegou ao fim. É um testemunho de que, talvez contra a minha vontade, o caminho se torne intransitável, caso a situação continue do jeito em que está. Não é um grito de acusação ou rebeldia, e sim de medo. Tu podes entender?

 As minhas ações não agradam. Minhas palavras não agradam. Minhas ideias não agradam. Eu não sou uma pessoa perfeita, estou longe de sê-lo. Porém, fiz e continuo a fazer mudanças. Só Deus sabe o quanto elas afetaram a minha vida. É inegável que eu sou a parte que mais mudanças tem de fazer. Não sou a única parte a fazer concessões, reconheço. E reconheça que elas existem, que são necessárias! É isso o que eu queria dizer.

 Cada pessoa tem uma história só dela, algo que permanece sendo apenas dela pelo resto de seus dias. Minha vida mudou. Aqueles que escreveram no livro de minha vida, estarão lá para sempre. Sei que doerá ter que voltar a escrever sozinho as linhas que formam as páginas do meu livro. Imagino que contigo seja igual. É por causa disso que eu escrevo essa carta, porque não quero ter que escrever um capítulo novo assim de repente. Sofrer e fazer sofrer? Definitivamente não é essa a história que eu busco. A paz é tão necessária quanto o amor, a respiração, a liberdade e tudo o mais que nos mantém de pé nesse mundo. Se eu tiver que abrir mão de algum deles, será muito doloroso. Não quero perder a paz para conservar o amor, não quero abrir mão do amor para ter paz.

 Como será a partir de agora? Essa pergunta eu faço a mim mesmo, a ninguém mais além de mim. A decisão é minha e já está tomada, como eu disse acima. Ou muda, ou eu terei de renunciar a alguma coisa, que já sei o que será. Dói. Dói, e parece ser preciso que doa agora, para que depois não doa ainda mais. Te amo, o desejo de meu coração é ficar contigo... com amor, com paz, com respeito e com compreensão. É pedir demais?

miércoles, 10 de noviembre de 2010

Falafel

 Esta postagem é dedicada ao falafel, uma comida de Israel e de outros países do Médio Oriente. Pronuncia-se faláfel, de acordo com seu nome em hebraico: פלאפל. 



  •  O nome
 A palavra vem do idioma árabe. Falafel provavelmente é uma corruptela do termo sânscrito para pimenta, pippalī (um dos componentes da receita), afinal a pimenta espalhou-se pelo mundo através da Índia.


  • O que é?
O falafel é um tipo de croquete, ou seja, um bolinho frito, rápido e fácil de fazer. Seu ingrediente principal é o grão-de-bico, e também pode ser a fava ou a lentilha. Ele é comido muitas vezes junto com outras alimentos: pão, molhos, saladas, legumes em conserva, iogurte natural, cremes salgados etc, especialmente quando se fala no falafel israelense, caso contrário serve-se numa tigela grande, à moda árabe. Assemelha-se a um quibe, mas não tem carne. Tradicionalmente, essas bolinhas arredondadas são servidas em barraquinhas na rua, ou em quiosques, mas também há quem prefira preparar em casa.  


  •  Origem e consumo
 Pode-se dizer que o falafel é uma fast food (comida rápida, ou pronta), pois não é um prato muito elaborado, e serve como substituto da carne, já que "preenche" o estômago. Por ser preparado basicamente com ingredientes da região do Mar Mediterrâneo, é muito provável que tenha se originado ali, embora não se possa saber exatamente quando e onde se o começou a preparar (provavelmente foi no Egito antigo, muitos e muitos séculos antes da conquista árabe sobre esse país, já no tempo dos faraós e dos coptas). Entre os lugares onde o falafel é comum, pode-se citar: Líbano, Síria, Jordânia, Palestina, Egito, Sudão, Índia, Paquistão, Afeganistão, Irã,Turquia, Armênia, Iraque, Kuwait e em todas as nações da Península Arábica. Em Israel, foi elevado à categoria de aperitivo nacional, no que foi visto por alguns árabes como uma provocação. É certo que o falafel era consumido pelos palestinos antes dos judeus retornarem em massa à Israel e adotarem o costume de comer falafel no dia-a-dia, o que passou a ocorrer faz pouco mais de um século. Isso é indiscutível, porém não tira dos israelenses o direito de reinvindicar o reconhecimento do fato de que eles comem falafel.


Shir Ha-Falafel

שיר הפלאפל



 Eu gosto muito de falafel, tem um sabor maravilhoso, e é uma receita leve e nutritiva. Faz parte da cozinha vegetariana.


 A primeira vez que eu comi foi há alguns dias, quando chegou para mim uma caixinha de Israel, com uma mistura da Knorr que era só colocar água e fazer. Foi uma grande amiga minha que me enviou. Depois disso, quando um casal de amigos estava aqui, eu resolvi preparar em casa, e como moro numa cidade onde é difícil achar grão-de-bico, usei lentilha e ficou muito bom. Abaixo uma receita de falafel, atendendo ao pedido da Madame Verdinha e de minha cunhada Éllen, lá de Botucatu, no interior de São Paulo.


Ingredientes:
1 kg de grão-de bico ou de lentilha; 1 colher (sopa) de canela em pó; 3 colheres (sopa) de gergelim ou de farinha de gergelim; 1 colher (sopa) pimenta em pó ; 2 colheres (sopa) de coentro; 2 cebolas grandes picadas; 2 colheres (sopa) de alho picado; 3 colheres (sopa) de sal; 1 colher (sopa) de farinha de trigo; 2 ramos de salsa; um pouco de bicarbonato de sódio (opcional).


Modo de preparo:
Deixar o grão-de-bico ou as lentilhas de molho em água fria de um dia para o outro num recipiente grande junto com o bicarbonato. Trocar a água duas vezes ou mais. Escorrer, e após deixar secar bem misturar a todos os outros ingredientes. Passar a mistura por um moedor de carne ou por um processador de alimentos. Quando a massa estiver homogênea, fazer bolinhas pequenas e fritar em óleo bem quente e fundo até dourar. 


Aqui, uma receita que eu encontrei no YouTube
Et ici la recette du falafel en français.
בתאבון - Beteavon - Bom Apetite





sábado, 30 de octubre de 2010

Boas Notícias

 À todos os meus seguidores e leitores em geral, venho agora falar apenas alegrias. Fazia um certo tempo que isso não acontecia, porém chegou o momento. Não ganhei na loteria, não é isso. São coisas boas que estão a acontecer, e eu estou bem disposto a compartilhar.

 Para começar, agora não ficarei mais muito tempo longe da Internet, como estava a ser, devido a pequenos problemas que já foram solucionados. Durante algumas semanas, não pude dar aos meus blogues a atenção que eles merecem (ou que eu julgo merecerem) muito menos visitar os de meus amigos, e isso acabou desde agora.

 Ah, e ainda falta eu dizer mais um detalhe: chegou anteontem para mim presentes maravilhosos! Vieram direto de uma pessoa muito especial para mim, Deborah Zaniolli. Ela vive em Afula, uma cidade do norte de Israel, e me enviou lembranças suas - falafel pronto para preparar, vinho para o sábado, azeite da Galiléia, água do rio Jordão, terra de Jerusalém e um bilhete dela para mim, onde pude constatar que sua letra é linda, tanto em português como em hebraico (ivrit). Nunca me esquecerei. Todá rabá chaverah sheli, muito obrigado minha amiga.

 Eu tomei o vinho ontem de tarde. O shabat foi doce desde o começo; era o puro sabor da uva. Também já provei do azeite, de ótima qualidade. Mas o melhor de tudo foi fazer o falafel. É um croquete feito de vegetais e frito em óleo bem quente, parece um pouco o famoso kibe, só que não leva carne na receita. Todo mundo em casa achou delicioso, e eu me senti como se estivesse em Israel! Porque lá todos comem fafafel quase todo dia, sejam judeus ou árabes. É popular, comida encontrada em qualquer esquina. Lembro que uma vez em São Paulo, no bairro do Bom Retiro, vi uma cantina onde se vendia falafel, e eu sabia o que era e queria muito poder comer, e não foi possível porque os donos haviam fechado o estabelecimento vários anos antes de eu passar por ali, e somente o letreiro ainda estava visível, apesar de bastante apagado pelo tempo. Era de frente à sinagoga Talmud Thorá; faz uns quatro anos já, e somente hoje é que fui provar o gosto dessa iguaria! Estou nas nuvens até agora...  Logo poderei fazer sempre, porque agora vou me empenharei em conseguir os ingredientes (grão-de-bico é o requisito tradicional, mas há receitas que usam até favas). 
Falafel - os que eu fiz ficaram parecidos com estes, só que mais esverdeados um pouco

 Caso alguém esteja interessado, mando por e-mail a receita.

 No mais, estou feliz. Minha vida está azul. Me sinto mais em paz, mesmo que tudo não seja (ainda) perfeito. O que eu mais sentia falta era de paz interior, e isso eu tenho agora, porque o amor vem me visitar a cada novo dia. Espero nunca fazer nada para que ele se vá e me deixe novamente só. 



jueves, 30 de septiembre de 2010

Novo Amor, Nova Cidade, Nova Vida

 Caso eu fosse dizer-vos tudo o que sinto agora, o tamanho de minha felicidade, eu começaria uma tarefa muitíssimo difícil. São muitas coisas!

 Finalmente visitei minha família. Já os vi, e já nos despedimos... Esta fotografia abaixo é de minha irmãzinha Ana Carolina, a pessoa pela qual  o meu coração mais sofre por causa da distância.

 Cheguei em Assu dia 19 de Setembro. É uma data importantíssima para mim. Nesse dia, tudo recomeçou do zero novamente, porém de maneira especial. Conheci dodi li (דֹודִי לִי ), o meu querido... Renato é um amor, é só o que posso dizer. É minha vida agora. Não consigo imaginar-me a mim tendo feito outra escolha que não fosse o meu dodi!

Gulabi Ankhen (Olhos de Rosa) - de Atif Aslam, um de meus cantores favoritos...

sábado, 11 de septiembre de 2010

Outra vez São Paulo

Centro Cultural São Paulo, metrô Vergueiro
 Outra vez volto a uma cidade que já fez parte de minha vida, mas não é para ficar, não. O destino me trouxe aqui praticamente ao acaso, apenas é um acidente e nada mais, espero ficar muito pouco tempo, uns dois dias não mais. E estou tão cansado (e feliz, pois visitei minha família!). Não quero criar expectativas quanto à minha curta estadia aqui. Apenas deixo o recado, para que saibam que estou bem. É um prazer o meu mundo interior estar tão feliz. Não preciso ver o mundo de fora por enquanto. Renato, te amo! Logo, logo estarei na tua cidade, Assu - RN, que espero que seja minha também, a nossa cidade. Só trocaria Assu por Israel, por causa de um sonho antigo meu, porém já acredito que o tempo trará novos sonhos.

 Deborah, a minha amiga sheli! Eu sei que tu foste novamente ao nosso Muro das Lamentações, em Jerusalém de Ouro, a nossa Yerushalayim shel Zahav shelanu! Lá tu colocaste um bilhetinho: Ani rotze ahava! Deus há de atender, eu sei disso! Muito obrigado, todá rabá!

 Quem buscar o amor, há de encontrá-lo. Sei que o encontrarei. Assim que possível, mando mais notícias a vocês todos, amigos, e visito os vossos blogues, que tenho muita saudade. Até breve, le hitraot!

miércoles, 8 de septiembre de 2010

Tudo Muda

Na vida, nada é eterno. Pude perceber isso agora, que estou de volta à minha família, para uma visita, que acaba amanhã. Gostei muito de revê-los a eles todos, graças ao bom Deus estão todos muitíssimo bem. Há coisas que foi um choque constatar, mas no fim das contas, é bom saber que souberam se virar sem mim. Estão crianças crescidas já, e sabem cuidar de si maravilhosamente... minha mãe não adiou nenhum compromisso por causa de mim, isso me magoou um pouco, porém eu não posso falar nada, afinal ela também pediu-me que ficasse mais, e não fico por me sentir um pouco deslocado agora, em meio a tantas mudanças. 


Agora, começo uma nova viagem, e uma nova família. Não quero me preocupar demais, porque no final tudo é bem menos complicado do que pensamos antes. Preciso preparar o coração, apenas isso. Revi muita gente, outros não pude rever, mas é a vida, nada é eterno, nem mesmo as rochas permanecem sempre no mesmo lugar. 

Fico a saber que morreu o Hod, e isso é para mim um grande pesar. Sei que está num bom lugar. Voltou para o começo. A vida é uma viagem. Um dia estamos numa praça, outro dia já não mais, mas nossa jornada jamais termina. Vá com Deus, amigo. 

martes, 10 de agosto de 2010

A Minha Família

Oh, minha gente, estou tão emocionado! A saudade está toda ela em mim, completamente.

"Amanhã é 23", canção do Kid Abelha

 Varei a noite passada remexendo o Orkut atrás de saber de algum parente. Para quem não sabe, há quatro anos que saí de casa, completados agora, 15 de Julho; perdemos o contato desde então, minha família e eu, ficando eles em Botucatu, no interior do Estado de São Paulo, e eu a rodar o mundo. Não considerava seriamente a possibilidade de encontrá-los pela Internet, tive certo medo, sei lá... mas ontem de noite me bateu essa ideia na cabeça e fiz! Achei uma prima, depois outra, e através desta última um irmão. Foi complicado, pois eles têm nomes diferentes no Orkut (a prima, por exemplo, que é a Fernanda Garcia, escolheu se chamar "Fernandinha & Claudinho", em homenagem ao namorado). Já lhes solicitei amizade, identificando-me. Resta só esperar pelas respostas.

 Abaixo, apresento-lhes a minha família! São os Fernandes. Minhas primas têm outros sobrenomes, porém o sangue não muda; sei que ainda não terminamos nossa história em comum, mesmo sendo provável que eu nunca mais volte a morar na cidade onde eles vivem. Se Deus quiser, muito em breve retornarei para uma visita. É pena não ser possível mostrar aqui nenhuma fotografia de minha irmãzinha cigana, a doce Aninha, das tias, dos outros irmãos (eu tenho sete); é que não encontrei, infelizmente. Amigos, me desejem sorte.

Fernanda Rafaela e a filha Ketlen, que tinha um aninho quando eu parti, agora cinco. Fernanda hoje tem 19 anos, e já espera o segundo filho (não tem cabeça, apenas um grande coração)
Minha prima Fernanda com sua linda Ketlen, que parece ser uma criança extrovertida feito a mãe, as duas louras como anjos...
Será um menino, ou será uma menina? E eu, que sei que nunca terei filhos, sinto até uma certa "inveja branca", digamos assim. Que Deus te abençoe, prima!
Esta é a foto de minha prima Sabrina Vizzotto;  ela é mais nova que sua irmã Fernanda um bocadinho, e mudou totalmente desde que a vi pela última vez, os cabelos agora curtos e lisos, mas o sorriso está igual
Com vocês, José Alfredo Tomás Fernandes. Segundo filho de minha mãe, depois de mim. Data de nascimento: 22 de Julho de 1990. Signo de leão! Era silencioso, e dizem que no silêncio está a sabedoria, então...
Zé, quando eu saí de casa, deixei uma criança lá no sítio. Vejo que no fundo ainda és uma criança, pelo menos tens a cara
O que essa barba faz no teu rosto? Ela é uma marca do tempo que passou
E tu não mudaste nada, meu irmão, continuas exatamente igual!
Posso ver o quanto és livre. Sempre tu foste independente, sem amarras. Talvez bem mais livre do que eu sempre quis ser
Vejam que cena elegante! Ah, meu irmão, quem seriam os teus novos amigos?

E as amigas? Negar que tens um carisma só teu - impossível...

Adorei ver teus cabelos compridos; não sabia que mudarias tanto o visual, e ficou perfeito assim

Nós conservamos nossa inocência, mesmo quando queremos aparentar frieza pelas roupas, comportamentos, atitudes etc. Um simples gesto nos revela o interior

 Minha mãe! Tinhas que aparecer logo de copo na mão? Dona Eva, o que os outros pensarão? É brincadeira, sabes que te amo, agora muito mais que no passado. Ah, e me perdoarás a ausência: uma mãe sempre perdoa um filho. Eu sou um mau filho, mãezinha, me perdoa!

Às vezes, minha mãe, eu me pergunto: por que saí de perto do teu aconchego? Estava coberto pelo teu amor, que talvez eu não via justamente por ser tão abrangente. Quem sabe eu não devesse voar longe do ninho para aprender a ser o que eu era, e a verdade é que o que eu era naqueles dias era um pedacinho de ti! Ainda sou, querendo ou não, e como quero... Li isso em algum lugar, "as mães sentem seus filhos sendo uma parte delas." Eu sou um pedaço desse todo especial que és tu. Queria somente um pouco dessa firmeza que tu tens, essa força, mãezinha, um pouquinho dela para mim...

E o tempo não para! Renato, esta é minha família. Todas as pessoas das fotografias estão dentro dela, o vento não leva embora





miércoles, 4 de agosto de 2010

Como se Comemora uma Boa Notícia?

 Atenção menores de 18 anos, vão-se embora daqui já! Pois saibam que o presente texto cita bebida alcoólica, ok?

 Bem, o que é que há? Que tal eu ser direto um pouquinho, só para variar? Ganhei demissão da empresa onde eu trabalhava. Mas definitivamente isso não é uma coisa ruim. Trata-se de uma boa notícia. Eu era alvo de muito preconceito naquele ambiente, muita gente não me aceitava como eu era, embora nem todos, e eu me sentia mal por conta disso, e por ter de fingir que eu era o que eles queriam que eu fosse. Então pedi as contas, num processo que se iniciou há algumas semanas e foi terminar somente hoje, com a assinatura da papelada no meu sindicato, depois de eu ter corrido atrás de todas as burocracias... enfim, uma longa história que não estou afim de relatar nem seria justo para com vocês esse lenga lenga.

Ganhei um dinheirinho que é menos do que eu esperava com os direitos trabalhistas, mas que é o bastante por agora, se eu souber poupar. Não tenho do que reclamar, graças a Deus sou uma pessoa de sorte. Vejo as coisas muito além do que se tem na carteira. O que vale nunca é o que se tem na carteira, meus queridos, mesmo que vejamos desse modo muitas vezes. Já passei dessa fase.

Resolvi me alegrar um pouco, porque eu mereço. Além de precisar de umas férias, eu tenho planos de visitar minha família, e de construir uma nova família. Sinto que é agora ou nunca. Cada pessoa tem sua maneira de festejar uma alegria (por causa que com certeza me é uma alegria estar aqui hoje a contar isso a vocês), e eu resolvi beber um pouco, e me empanturrar de chocolate! Licor de canela, vermelho como a vida, e chocolate meio amargo, do mais puro que eu encontrei! O licor já tomei a metade da garrafa, e os chocolates têm para vários dias. É um licor com 25% de álcool, e o chocolate é 53% composto por cacau, tudo da melhor qualidade. Porém, acredito que números não definem nada, portanto por mais que eu fale vocês não saberão qual é a minha emoção nesta noite, nem qual é o gosto que está na minha boca ou os anseios que abalam neste momento as estruturas de meu coração! Dêem uma olhadinha nas ilustrações (não é propaganda), me desejem boa sorte nessa nova fase de minha vida. Sejam doces e participem deste momento junto comigo...

PS.: Sim, estou sob o efeito dos copos de licor de canela, e também do chocolate... Amanhã, 100% são, volto a ler; retribuirei as visitas, eu prometo. Tenho recebido muito apoio através do blogue, só tenho a agradecer. Obrigado a todos!

viernes, 23 de julio de 2010

Este Amor

Este amor é simplesmente amor.
Parece fruta doce que caiu do pé,
Chama pro meio do mato. Ouço e sigo.
Eu o tento alcançar, mas ele diz: "¡olé!".

Este amor fica escondidinho num canto
A esperar que até ele os pés caminhem - 
Sempre eu o procuro, indo até onde está este amor
Dono do meu pensamento, do meu sonho, do meu canto.

Este amor... ele não diz seu nome.
É um espinho na carne e nada mais.
Este amor nada dá, apenas pede.

Este amor tudo traz e nada leva.
Este amor nada tem e tudo tem ao mesmo tempo,
E nunca sei onde guardo o que ele me concede.

________________________________

Fotografias: 1ª, os atores Jack Twist (Jake Gyllenhaal) e Ennis del Mar (Heath Ledger), protagonistas do filme Brokeback Mountain (2005), do cineasta Ang Lee, famosa produção de temática gay. / 2ª, Uma das cenas finais do filme, onde Ennis abraça as roupas de Jack, já morto, e lamenta não terem podido ficar mais tempo juntos os dois, por sua covardia, quando Jack ainda estava vivo.



viernes, 16 de julio de 2010

Sobre a Vida e o Medo

 Não levem muito à sério as minhas palavras. Sei que qualquer coisa que eu disser já terá sido dita antes de mim. Mas preciso dizer, para que o meu coração nunca se esqueça, e depois de um tempo, se Deus me permitir, eu possa voltar aqui, reler isto e entender melhor as coisas, sob uma nova perspectiva. Ainda sou muito novo para poder julgar tudo com clareza, porém o tempo passará...

 A vida! A vida não é fácil. A vida é bonita, sem dúvida que é lindíssima e vale muito a pena vivê-la. Eu quero a vida, quero viver tudo o que der tempo; tudo o que tiver que ser vivido que eu possa sempre encarar de cabeça erguida e dizer: "viverei-o!" Só que não posso ser falso. A verdade é que às vezes a vida me dá medo, muito medo. Me sinto acuado, cercado, sozinho.

 Pois uma coisa que me intriga na vida é que ela pode ser uma caixa de tesouros que reluz, brilha e atrai os olhos, apenas para que a abramos e lá dentro hajam facas, lâminas cortantes, enfim, um monte de objetos que nos machuquem, quando não uma bomba mesmo, para acabar com tudo violenta e dolorosamente. Por que eu falo essas coisas? Porque é o que vejo. As pessoas fazem seus planos para o futuro, sorriem numa conversa animada, sonham, amam, falam o que pensam, alimentam seus desejos mais íntimos dentro de si... até que um belo dia, o primeiro de muitos (ou o derradeiro dia de suas vidas) alguém vem e, no mínimo, lhes fere o coração.

 Fico aqui a pensar numa coisa que aconteceu recentemente, que muita gente ainda lembra. A morte da Benazir, assassinada num atentado terrorista em 27 de Dezembro de 2007. Ela tinha acabado de retornar do exílio, e no Paquistão havia muita gente que a adorava assim como muita gente que não suportava nem ouvir o seu nome ser pronunciado. Desde o dia em que pos os pés em seu país, tentaram matá-la. Gente morria em volta dela, nas explosões causadas por terroristas suicidas. E ela nunca aceitava ceder aos fanáticos, cumpria a agenda de compromissos integralmente, apesar das ameaças. Rodou o país naquele verão até encontrar a morte, num subúrbio de Islamabad chamado Rawalpindi. Parecia uma louca, porém eu a compreendo. Engraçado que isso me lembra um pouco a mim mesmo (vejam esta postagem). Essa recusa em se deixar subjugar pelas circunstâncias e indivíduos opressores, essa gana de fazer o que quero, mesmo quando ninguém quer que essa seja a minha escolha. É o meu caso, e creio que seja o de muitos mais também. Rebeldia, isso de resistir a tudo que nos desafia a liberdade sem o devido direito.

 Sempre eu quis acreditar que as pessoas são naturalmente boas, não más. A cada dia, sinto-me desafiado a renunciar à essa convicção. Por tudo o que acontece comigo e com tantas pessoas, não importa o tempo ou o lugar. É só observar o mundo - injustiças de todo o tipo são feitas a cada segundo, das mais insignificantes às mais gigantescas! Por quem? Pelo homem, o homem que faz por onde até ser chamado de "o lobo do homem".

 Gostaria de saber qual é a atitude certa, é o medo ou é a coragem? Temos que fazer o que querem que façamos, para que não nos odeiem, ou fazer o que desejamos, para não odiarmos a nós mesmos? Em outras palavras nós resistirmos, continuarmos  a manter as esperanças, termos força, sermos destemidos, sermos o que somos? Se não for isso, resta baixar a cabeça e seguir não notados, deixados em paz e ao mesmo tempo levar uma vida frustrada...

 "No porto, um barco encontrará segurança. Mas não é para ficarem parados em portos que os barcos são feitos" - Benazir Bhutto

miércoles, 14 de julio de 2010

Gripe!


Tenho duas notícias, uma boa e uma ruim. A ruim é que peguei gripe forte, começou como uma simples constipação e agora estou muito mal. Por isso, estarei ausente e nem sei quando poderei voltar a atualizar o blogue. Mas a boa notícia é que estou na cama com 38...
Háhá! Quem me dera, quem me dera...

viernes, 9 de julio de 2010

As Sete Coisas

Recebi de minha amiga linda Daniele Brito, de São Paulo, o desafio de publicar no blogue sete coisas que meus leitores não sabem sobre mim. Não é fácil escolher, deve haver tantas coisas! Tento entrar na cabecinha de todos vocês agora, que me acompanham de longa data ou não, que são ou não leitores atentos, e na dúvida é melhor falar sobre aquilo que ainda não mencionei em textos anteriores.

Na listagem abaixo, estão as sete coisas que meus leitores (pode ser que) não sabem da minha pessoa:

  1. Eu adoro cozinhar Não sei fazer quase nada na cozinha, e não é raro que minhas aventuras terminem em tragédia, e eu fico besta quando acerto alguma receita. Internet quase sempre é a fonte, e sugestões de amigos e vizinhos sempre são bem vindas. Cozinhar é uma arte! Amo doces e massas, também vegetais bem temperados eu adoro! Inventei um prato que leva repolho abafadinho junto com ovos (háhá, não recomendo a quem tem problemas com gazes).
  2. Tenho em casa montes de livros que nunca dá tempo de ler Infelizmente não consigo dar conta de todos os livros que comprei nos últimos tempos, nem tanto por ficar muito na Net, e sim por ser muito mesmo. Também não ajuda o facto de trabalhar de noite e de dia ter que dormir. Mas eu ainda hei de ler tudo, porque sei que são livros bons e que valem a pena. Meus livros são o meu grande xodó. Meu único tesouro!
  3. O meu sangue é azul Minha família é uma mistura de brancos de olhos claros, negros dos cabelos super crespos, mulatos dos lábios grossos e até índios do mato tem nesse meio! Se eu detalhasse a minha árvore genealógica, vocês ficariam surpresos. Sou o resultado de uma grande mescla de cores, origens, minhas raízes são múltiplas, são um pouco de tudo o que há, e por isso sempre digo que não tenho cor. Mas o meu sangue é azul! E nasci com o cu virado para a lua, também.Tenho muito orgulho disso. Ah, e finalizando: os olhos são puxados, mas não, não tenho antepassados orientais (não que eu saiba).
  4. Gatos são uma de minhas paixões Todo animal me fascina, enquanto que só o gato tem meu coração. Gatos sabem ser elegantes em todas as situações, e lembram muito a mim mesmo, tem horas: silenciosos, esquivos, não falam com estranhos, e adoram um chamego de vez em quando. Não gosto muito de cães (quem realmente admira os gatos, não é fã de cachorros). Cães são tudo o que gatos não são: sujinhos, desajeitadinhos, previsíveis... Bonitinhos? Sim, mas para mim está bom no colo dos outros, no meu prefiro um gato (pode ser um gato humano também, que não está mal).
  5. Já sonhei em morar num kibutz Hoje, acho que se eu tivesse conseguido morar em Israel, eu estaria talvez numa cidade grande,  e eu ainda lembro com carinho do dia em que saí de casa convicto de que estaria logo num kibutz, de dia trabalhando e de noite cantando canções hebraicas. Esse sonho nunca morrerá por completo, só que tenho pouca esperança em vê-lo concretizado. Realizo ele em meu pensamento todo dia, e viajo até à Terra Santa em minhas fantasias, numa letra de música que eu traduzo aqui no blogue... mas é só isso.
  6. Tenho mais de um metro e 85 Sim, essa é minha altura, mais ou menos essa. Puxei o pai, que tinha quase dois metros. Não me sinto assim tão alto, apesar que é bom receber elogios, e sempre morei em lugares onde há relativamente poucas pessoas de estatura elevada, então meu ego está bem acariciado nesse ponto.
  7. Eu sou fascinado por vinho Gente, não interpretem mal, não é que eu beba muito. Na verdade, nem sequer bebo. Faz meses que não bebo, nunca fui de beber (leiam esta postagem aqui). É que dá vontade, para apagar a tristeza da vida. Claro que evito chegar perto de álcool, sei que nesse estado frágil nem é bom, porém tenho medo de um dia beber e acabar por gostar. Ia ser na solidão de meu quarto, nada de escândalos, embora seria uma garrafa inteira em uma noite, o suficiente para me fazer muito mal. Deus que me proteja de mim mesmo e afaste de mim esta tentação (risos)...
Agora me diga quem leu: quais seriam os sete detalhes que nós não sabemos sobre ti? Deixo a proposta em aberto, quem se interessar já está convidado para participar. Bom sábado a todos nós.

miércoles, 7 de julio de 2010

Contigo


Savage Garden - Truly, Madly, Deeply



 Renato, este texto é para ti. Hoje é teu aniversário, e sei que é meio tarde, mas eu dormi muito de dia e só tenho como dar atenção aos amigos de noite mesmo, antes de ir ao trabalho. E tu já és mais que amigo. Por isso o nome deste texto é "Contigo", em tua homenagem, já que a postagem anterior se chamava "Sem Ti". Estou contigo, sinta-o, e te desejo um feliz aniversário!

 Tenho que confessar-te uma coisa estúpida, espero que compreendas. Nós nos conhecemos anteriormente através dos blogues, e sinto muito por isso, porém evitei propositadamente de continuar o contacto, por uma besteira que só agora, com mais maturidade e depois de ter te conhecido um pouco melhor, é que quero deixar de continuar. Pois és do Rio Grande do Norte, coincidentemente o mesmo lugar de origem do meu primeiro e malfadado amor, ou de seus pais (até hoje não estou certo sobre seu passado). Foi um preconceito? Foi sim, uma coisa muito estúpida de minha parte, que hoje já não faz mais sentido para mim, mas foi sobretudo por medo. Um dia poderei ter a oportunidade de te ver de perto e te explicar melhor toda essa história.

 Ter te conhecido foi uma coisa fabulosa. A cada vez que nos falamos me sinto diferente, uma pessoa renovada, livre de preocupações. Eu não sabia, no dia de ontem, que hoje seria teu aniversário. Fiquei a saber porque dissestes em cima da hora, foi uma surpresa boa. Já leste o meu outro blogue? É para ti, está aqui, e com o meu coração junto! 

 Muito em breve tu e eu nos encontraremos, se Deus quiser. Esperas por mim, e, céus! É muito bom saber disso. Também espero por ti. Não serei outra pessoa nunca, serei quem eu sou, e gostaria que gostasses de mim assim, de ti já gosto como és, sem nada por nem nada tirar. Continua a ser sempre a pessoa que tu és. Custo a acreditar que são realmente 36 anos - pareces criança tem horas. Continua sempre a ser este homem maravilhoso que és.

Não sabia que ele aniversariava naquele dia.
Não sabia que era chegada uma data especial.
Mas talvez tenha sido justamente por que eu não sabia
Que tudo foi tão natural.

Numa foto que ele me mostrou
Eu vi seu peito aberto.
E a verdade é que quis pousar ali a cabeça.
Estar eternamente perto.

jueves, 1 de julio de 2010

Para as Mulheres

  Pessoal, hoje eu estou no Direitos Humanos, e tem lá um assunto que acho que é do interesse de todas as mulheres. Quem quiser pode conferir, porque vale a pena.

 Tenho estado nervoso nesses últimos dias, por causa de assuntos que afectaram muito a minha vida profissional e sentimental. Tenho fé que tudo se resolva em breve, se Deus quiser. Rezem por mim, porque vou precisar e muito.

 Mas leiam o texto que vale a pena se informar. Sempre é bom saber das coisas, conhecimento nunca é demais. Abraços e au revoir.