A Minha Filosofia

Eu ficarei para sempre com o que disse Zoroastro, grande sábio persa do século VI a.C., que resumiu o que é estar no caminho correto em apenas uma singela frase:

"BONS PENSAMENTOS, BOAS PALAVRAS, E BOAS AÇÕES."

Quero fazer deste princípio o meu viver, incorporar em tudo o que sou a essência desta visão tão simples, para conseguir estar bem com o mundo e comigo mesmo antes de qualquer coisa.

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miércoles, 25 de enero de 2012

Aadat - Atif Aslam


Na djáne kab se 
Umíde kutcheh báqi hen. 
Mudjhe phir bhi terí yád 
Kyún áti he? 
Na djáne kab se...

Dur djitná bhi tum mudjh se,
Pás tere men: 
Ab to 'adat si ha mudjh ko ése djíne men. 
Zindagí se koyí shikwah bhi nahín he -
Ab to zindah hun men is níle asmán men.

Tcháhat ési he yeh terí
Barrhti djáye, 
Áhat ése hai yeh teri 
Mudjh ko satáye! 
Yáden gehrí hen yeh itni, 
Dil dub djáye 
Aur ánk-hon men yeh ghum num ban djáye!

Ab to 'adat si ha mudjh ko ése djíne men...

Sabhí rátein hein, 
Sabhí bátein hein... 
Bhulá do unhein, 
Mitta do unhein...

Ab to 'adat si ha mudjh ko 

▬▬▬▬▬ஜ۩۞۩ஜ▬▬▬▬▬▬

Não sei desde quando 
Eu venho alimentando esses desejos.
Porque eu ainda continuo
Pensando em ti?
Não sei desde quando...

Quanto mais te distancias de mim,
Mais eu me aproximo de ti:
Agora essa é a maneira como costumo viver.
Da vida eu não tenho queixas -
Agora não vivo senão sob um (bonito) céu azul.

O amor que sinto por ti 
Continua a aumentar,
O mais leve som vindo de ti 
Já me atormenta!
Os pensamentos são tão profundos,
Que neles meu coração se afoga
E em meus olhos a dor se transforma em lágrimas!

Agora essa é a maneira como costumo viver...

Todas aquelas noites, 
Todas aquelas conversas...
Esquecidas,
Apagadas...

Agora esse é o meu costume


عاطف اسلم، عادت (Urdu)

 نہ جانے کب سے
 امید کچھ باقی ہے
 مجھے پھر بھی تیری یاد
 کیوں آتی ہے؟
 نہ جانے کب سے

 دور جتنا بھی تم مجھ سے
 پاس تیرے میں
 اب تو عادت سی ہے مجھ کو ایسے جینے میں
 زندگی سے کوئی شکوہ بھی نہیں ہے
 اب تو زندہ ہوں میں اس نیلے آسماں میں

 چاہت ایسی ہے یہ تیری
 بڑھتی جائے
 آہٹ ایسے ہے یہ تیری
 مجھ کو ستائے
 یادیں گہری ہیں اتنی
 دل ڈوب جائے
 اور آنکھوں میں یہ غم نم بن جائے

 اب تو عادت سی ہے مجھ کو ایسے جینے میں

 سبھی راتیں ہیں
 سبھی باتیں ہیں
 بھلا دو انہیں
 مٹا دو انہیں
 اب تو عادت سی ہے مجھ کو

jueves, 22 de diciembre de 2011

Onde eu estou?

  Estes versos abaixo são de Parvin Shakir, poetisa paquistanesa que já citei antes em meu blogue (leiam este texto). 

Serras Virgens, quadro da pintora Laila Shahzada (1926-1994), do Paquistão



ONDE EU ESTOU?


Onde eu estou
Em tua vida?

Na brisa matutina
Ou nas estrelas da noite?
No chuvisco hesitante
Ou na tempestade avassaladora?
No luar de prata
Ou no calor do meio dia?
Em reflexões profundas
Ou em melodias casuais?
Onde eu estou
Em tua vida?

Junto ao trabalho
Ou na praia do final de semana?
Será que por acaso me tens
Entre os dedos antes que eu vire fumaça?
Sou a refeição de todos os dias
Ou o vinho do prazer?
Sou um sonho que termina
Ou um novo amor que surge?

Onde eu estou
Em tua vida?


**********************************************
Tumba de Parvin Shakir, num cemitério de Islamabad
  Estamos às vésperas dum dia muito especial. Foi em 26 de Dezembro que morreu a poetisa, em 1994, com apenas 42 anos. Foi vítima dum acidente automobilístico na capital de seu país, numa manhã em que dirigia seu veículo para ir trabalhar. Em sua homenagem, quero compartilhei mais poemas seus na Flor do Sul. 

jueves, 6 de enero de 2011

O Vento nos Conduzirá

  Tenho que pedir desculpas aos amigos que me visitaram, desejando um bom fim de ano, congratulando-me pelo ano-novo e pelo meu aniversário. Não os visitei por estar a traduzir livros de poesia persa clássica, e em função disso meu tempo dedicado ao blogue tem estado cada vez mais reduzido. Mas semana que vem pretendo recuperar um pouco do atraso, e da maneira que costumo fazer: lendo com atenção os textos, e não somente os últimos. Me aguardem.

   Hoje é uma data especial para mim. Há 24 anos atrás eu nascia, na véspera do Dia de Reis e sob o signo astrológico de Capricórnio, a décima casa zodiacal. Capricornianos não são pessoas fáceis, vocês sabem. Outra pessoa que nasceu nesse dia foi a poetisa iraniana Farough Farrokhzad (pronuncia-se Forúg ForoRRzód). Ela foi uma das maiores figuras da nova poesia persa, ou seja, aquela que é produzida pelos autores de língua persa, ou farsi, que é falada por todos os persas, sejam eles iranianos, afegãos, tadjiques ou de outras nacionalidades. O persa é um idioma famoso pela sua doçura entre os povos do Médio Oriente, e tem uma literatura de mais de 2500 anos. Farough Farrokhzad (1935-1967) é uma das mulheres que mais se destacaram no universo cultural persa, e são dela os versos que compartilho abaixo. Trata-se duma tradução livre que fiz a partir do francês (fonte: aqui). Espero que gostem. 

Paisagem, sem data. Aquarela sobre papel
do pintor iraniano Hossein Kazemi (1924-1996)

O VENTO NOS CONDUZIRÁ
Farough Farrokhzad

Em minha noite, tão breve, ai de mim!
O vento tem com as folhas um encontro marcado.
Minha noite tão fugaz é cheia de períodos de ansiedade devastadora.
Escuta! Podes ouvir o sopro da escuridão?
Com esta felicidade não tenho familiaridade.
Ao desespero meu coração está acostumado.
Escuta! Podes ouvir o sopro da escuridão?
Lá, na noite, algo está a se passar.
A lua está angustiada e avermelhada.
E ao teto pendurada,
Arriscando-se a tombar a cada momento.
As nuvens, como uma multidão de enlutados
Aguardam da chuva o nascimento,
Um instante e nada mais.
Além desta janela 
A noite está a se estremecer
E a terra parou de girar.
Além desta janela por nós dois se inquieta um desconhecido.
Tu, envolto em verdes vestimentas,
Pousas as mãos - plenas de memórias ardentes -
Em minhas mãos amorosas,
E entregas teus lábios saciados do calor da vida
Aos meus lábios amorosos.
O vento nos conduzirá!
O vento nos conduzirá!


viernes, 17 de diciembre de 2010

Em Sonhos Vieste


 Os versos que se seguem não são de minha autoria, e sim de Al-Mu'tamid, de Sevilha, rei e poeta árabe que viveu entre os anos de 1040 e 1095. Pela beleza presente nestas linhas, não pude deixar de partilhá-las aqui no blogue. 



Em sonhos vieste a meu peito de amor
E pareceu-me que teu doce braço
Me servia de almofada.

Senti que me abraçavas,
Que desfrutávamos o carinho
E a vigília dos amantes.

Acreditei estar a beijar teus lábios,
Teu pescoço, tua nuca e teus cachos
E que alcançava o ápice de teu amor.

Se de noite tua imagem não me visitasse
Eu jamais poderia conhecer
Dos sonhos o doce sabor.

martes, 7 de diciembre de 2010

Carta

 Nunca publiquei aqui neste blogue uma carta. Mas sempre existe uma primeira vez, então será gora...



 Em primeiro lugar, não sei se a pessoa a quem ela é destinada chegará a lê-la, e no fundo, não importa muito. Porque o que eu digo parece nunca importar mesmo. Digo para mim, digo porque a decisão está tomada e seguirá adiante; sinto que será assim e por mais que doa, necessito desabafar, nem que seja com as paredes (mais uma vez).

 Isto não é uma declaração de que a estrada chegou ao fim. É um testemunho de que, talvez contra a minha vontade, o caminho se torne intransitável, caso a situação continue do jeito em que está. Não é um grito de acusação ou rebeldia, e sim de medo. Tu podes entender?

 As minhas ações não agradam. Minhas palavras não agradam. Minhas ideias não agradam. Eu não sou uma pessoa perfeita, estou longe de sê-lo. Porém, fiz e continuo a fazer mudanças. Só Deus sabe o quanto elas afetaram a minha vida. É inegável que eu sou a parte que mais mudanças tem de fazer. Não sou a única parte a fazer concessões, reconheço. E reconheça que elas existem, que são necessárias! É isso o que eu queria dizer.

 Cada pessoa tem uma história só dela, algo que permanece sendo apenas dela pelo resto de seus dias. Minha vida mudou. Aqueles que escreveram no livro de minha vida, estarão lá para sempre. Sei que doerá ter que voltar a escrever sozinho as linhas que formam as páginas do meu livro. Imagino que contigo seja igual. É por causa disso que eu escrevo essa carta, porque não quero ter que escrever um capítulo novo assim de repente. Sofrer e fazer sofrer? Definitivamente não é essa a história que eu busco. A paz é tão necessária quanto o amor, a respiração, a liberdade e tudo o mais que nos mantém de pé nesse mundo. Se eu tiver que abrir mão de algum deles, será muito doloroso. Não quero perder a paz para conservar o amor, não quero abrir mão do amor para ter paz.

 Como será a partir de agora? Essa pergunta eu faço a mim mesmo, a ninguém mais além de mim. A decisão é minha e já está tomada, como eu disse acima. Ou muda, ou eu terei de renunciar a alguma coisa, que já sei o que será. Dói. Dói, e parece ser preciso que doa agora, para que depois não doa ainda mais. Te amo, o desejo de meu coração é ficar contigo... com amor, com paz, com respeito e com compreensão. É pedir demais?

sábado, 30 de octubre de 2010

Boas Notícias

 À todos os meus seguidores e leitores em geral, venho agora falar apenas alegrias. Fazia um certo tempo que isso não acontecia, porém chegou o momento. Não ganhei na loteria, não é isso. São coisas boas que estão a acontecer, e eu estou bem disposto a compartilhar.

 Para começar, agora não ficarei mais muito tempo longe da Internet, como estava a ser, devido a pequenos problemas que já foram solucionados. Durante algumas semanas, não pude dar aos meus blogues a atenção que eles merecem (ou que eu julgo merecerem) muito menos visitar os de meus amigos, e isso acabou desde agora.

 Ah, e ainda falta eu dizer mais um detalhe: chegou anteontem para mim presentes maravilhosos! Vieram direto de uma pessoa muito especial para mim, Deborah Zaniolli. Ela vive em Afula, uma cidade do norte de Israel, e me enviou lembranças suas - falafel pronto para preparar, vinho para o sábado, azeite da Galiléia, água do rio Jordão, terra de Jerusalém e um bilhete dela para mim, onde pude constatar que sua letra é linda, tanto em português como em hebraico (ivrit). Nunca me esquecerei. Todá rabá chaverah sheli, muito obrigado minha amiga.

 Eu tomei o vinho ontem de tarde. O shabat foi doce desde o começo; era o puro sabor da uva. Também já provei do azeite, de ótima qualidade. Mas o melhor de tudo foi fazer o falafel. É um croquete feito de vegetais e frito em óleo bem quente, parece um pouco o famoso kibe, só que não leva carne na receita. Todo mundo em casa achou delicioso, e eu me senti como se estivesse em Israel! Porque lá todos comem fafafel quase todo dia, sejam judeus ou árabes. É popular, comida encontrada em qualquer esquina. Lembro que uma vez em São Paulo, no bairro do Bom Retiro, vi uma cantina onde se vendia falafel, e eu sabia o que era e queria muito poder comer, e não foi possível porque os donos haviam fechado o estabelecimento vários anos antes de eu passar por ali, e somente o letreiro ainda estava visível, apesar de bastante apagado pelo tempo. Era de frente à sinagoga Talmud Thorá; faz uns quatro anos já, e somente hoje é que fui provar o gosto dessa iguaria! Estou nas nuvens até agora...  Logo poderei fazer sempre, porque agora vou me empenharei em conseguir os ingredientes (grão-de-bico é o requisito tradicional, mas há receitas que usam até favas). 
Falafel - os que eu fiz ficaram parecidos com estes, só que mais esverdeados um pouco

 Caso alguém esteja interessado, mando por e-mail a receita.

 No mais, estou feliz. Minha vida está azul. Me sinto mais em paz, mesmo que tudo não seja (ainda) perfeito. O que eu mais sentia falta era de paz interior, e isso eu tenho agora, porque o amor vem me visitar a cada novo dia. Espero nunca fazer nada para que ele se vá e me deixe novamente só. 



lunes, 4 de octubre de 2010

Uma História de Amor

 Olá, pessoal, esta história que eu quero compartilhar com vocês é de lá do Japão, e é verdadeira. Encontrei no blogue do meu amigo Alexandre Gonzalez, assim como em outro excelente blogue sobre o Japão. Como estou numa fase da minha vida em que a paixão explode dentro de mim, acho apropriada ao momento. É muito triste, mas lindíssima, e é contada de geração em geração lá naquele país,celebrada no teatro tradicional (kabuki),na música, na pintura, na poesia e na literatura em geral. No fim, há uma linda canção sobre a personagem do conto. Espero que gostem.

 Era uma vez uma família chamada Yaoya. Eles viviam em Edo, que hoje em dia é a cidade de Tóquio, e eram grandes quitandeiros. No ano de 1667, nasceu a menina Oshichi, que tornava-se uma bela jovem com o passar dos anos. Um belo dia, a casa dos Yaoya pega fogo. Isso foi em 1682, durante o grande incêndio que arrasou Edo, chegando mesmo até a periferia da cidade. Naquele mesmo incêndio, muitas casas foram detruídas, inclusive a choupana de Matsuo Basho, um famoso poeta japonês. As construções eram de madeira e muito aglomeradas, por isso era comum que o fogo se alastrasse pela antiga Edo, assim como em outras partes do país...

 Assim, entristecida, a família se refugia num templo budista, que existe até hoje, chamado Chomyo-ji. Lá, os Yaoya esperaram a reconstrução de sua morada, que não tardaria muito. Durante sua estadia ali, Oshichi, que então contava 15 anos de idade, conhece um monge recluso de nome Shinosuke Ikuta, jovem e bonito. Os dois logo se apaixonam. Porém, o amor que nasceu entre eles era um amor proibido e impossível. Pelas regras dos monges, não poderia ele dedicar seu coração a mulher alguma, pois quem trabalhava no templo deveria dar seu amor apenas a causas religiosas e humanitárias, e não namorar ou casar-se. Também a família da moça não aprovaria sua união com o monge.

 Quando a casa ficou pronta, os Yaoya voltaram a morar ali, afastando-se do templo. A moça foi com eles, e desde aquele momento deveria conformar-se em viver longe de seu amor. Mas não seria isso que ela faria. Em 1683, Oshichi têm uma ideia: queimar a casa novamente, e assim voltar a viver no templo, junto a Shinosuke. Na época da florada de cerejeiras (sakurá) daquele ano, ela conclui o seu plano; o que provocou essa atitude extrema de sua parte fora o imenso sentimento de carinho e de saudade que ela nutria por Shinosuke. No entanto, o fogo não somente destruiu outra vez sua casa, como também as habitações vizinhas, e sua própria mãe encontrou a morte nas chamas, coisa que a jovem jamais esperaria que acontecesse. Consciente de ter cometido um crime, ela se entrega às autoridades. Estava mais arrasada que as próprias casas que foram queimadas... E ela sabia como era a lei daqueles tempos: incendiários menores de quinze anos seriam condenados ao exílio numa ilha distante, e maiores receberiam a pena capital, morte na fogueira. Ela já tinha 16 anos.

 O juiz que a julgou teve pena dela, apiedou-se de sua história. Perguntou-lhe: "Qual a tua idade?" Esperava que ela mentisse. Porém não, Oshichi preferiu dizer a verdade. "Eu tenho dezesseis". Ela escolheu a morte. Morta,  reencontraria sua mãe, pedindo-lhe perdão e finalmente poderia esperar por seu amado, com o qual sonhara todas as noites sem poder chegar perto... Foi conduzida a uma estaca, no meio de um campo de cerejeiras em flor.
Oshichi com Shinosuke, quadro do artista  Kitagawa Utamaro
 Dizem que quando as primeiras flores de cerejeira aparecem no templo Chomyo-ji, o espírito de Oshichi está feliz, ao lado do monge Shinosuke. As pessoas visitam o templo de Enjou-ji, no bairro de Toshima, e depositam flores no túmulo da moça, e como ela foi morta no fogo, jogam água por cima de seu sepulcro.

Yozakura Oshichi - Sakamoto Fuyumi



        
Akai hana wo ga putsurito kireta
Quebrou-se o cordão de minha sandália vermelha
Sugete kureru te aryashinai

Não há ninguém que possa consertá-la para mim
Ooiteke bori wo keto bashite

Eu piso num buraco e
Kake dasu yubi ni chiga nijimu

Eu começo a correr, o sangue escorre nos meus dedos.

Sakura sakura 

Cerejeiras, cerejeiras,
 Itsumade matte mo konu hito to
Uma pessoa que não vem mesmo que tu esperes por ela
Shindahitoto wa onaji koto

É o mesmo que uma pessoa que está morta
Sakura sakura hanafubuki

Cerejeiras, cerejeiras, com flores a cair como fossem neve
Moe te moya shita hada yori shiroi hana

Queimda e com a pele queimada coberta de alvas flores
Abite watashi wa yozakura oshichi

E a observar as flores de cerejeira - eu sou Oshichi
Sakura sakura yayoi no sora ni

Cerejeiras, cerejeiras, durante o céu de Março
Sakura sakura hanafubuki

Cerejeiras, cerejeiras, com flores a cair como fossem neve

Kuchi beni wo tsukete teishu wo kuwaetara

Apesar de eu passar batom na boca, na verdade eu coloco uma mordaça,
Namida ga porori mo hitotsu porori

Uma lágrima cai, e mais uma 

Sakura sakura miwatasu kagiri

Cerejeiras, cerejeiras, nos limites de minha visão
Sakura sakura hanafubuki
Cerejeiras, cerejeiras, com flores a cair como fossem neve
Sakura sakura sayonara anta

Cerejeiras, cerejeiras, adeus meu querido
Sakura sakura hanafubuki

Cerejeiras, cerejeiras, com flores a cair como fossem neve

jueves, 30 de septiembre de 2010

Novo Amor, Nova Cidade, Nova Vida

 Caso eu fosse dizer-vos tudo o que sinto agora, o tamanho de minha felicidade, eu começaria uma tarefa muitíssimo difícil. São muitas coisas!

 Finalmente visitei minha família. Já os vi, e já nos despedimos... Esta fotografia abaixo é de minha irmãzinha Ana Carolina, a pessoa pela qual  o meu coração mais sofre por causa da distância.

 Cheguei em Assu dia 19 de Setembro. É uma data importantíssima para mim. Nesse dia, tudo recomeçou do zero novamente, porém de maneira especial. Conheci dodi li (דֹודִי לִי ), o meu querido... Renato é um amor, é só o que posso dizer. É minha vida agora. Não consigo imaginar-me a mim tendo feito outra escolha que não fosse o meu dodi!

Gulabi Ankhen (Olhos de Rosa) - de Atif Aslam, um de meus cantores favoritos...

martes, 10 de agosto de 2010

A Minha Família

Oh, minha gente, estou tão emocionado! A saudade está toda ela em mim, completamente.

"Amanhã é 23", canção do Kid Abelha

 Varei a noite passada remexendo o Orkut atrás de saber de algum parente. Para quem não sabe, há quatro anos que saí de casa, completados agora, 15 de Julho; perdemos o contato desde então, minha família e eu, ficando eles em Botucatu, no interior do Estado de São Paulo, e eu a rodar o mundo. Não considerava seriamente a possibilidade de encontrá-los pela Internet, tive certo medo, sei lá... mas ontem de noite me bateu essa ideia na cabeça e fiz! Achei uma prima, depois outra, e através desta última um irmão. Foi complicado, pois eles têm nomes diferentes no Orkut (a prima, por exemplo, que é a Fernanda Garcia, escolheu se chamar "Fernandinha & Claudinho", em homenagem ao namorado). Já lhes solicitei amizade, identificando-me. Resta só esperar pelas respostas.

 Abaixo, apresento-lhes a minha família! São os Fernandes. Minhas primas têm outros sobrenomes, porém o sangue não muda; sei que ainda não terminamos nossa história em comum, mesmo sendo provável que eu nunca mais volte a morar na cidade onde eles vivem. Se Deus quiser, muito em breve retornarei para uma visita. É pena não ser possível mostrar aqui nenhuma fotografia de minha irmãzinha cigana, a doce Aninha, das tias, dos outros irmãos (eu tenho sete); é que não encontrei, infelizmente. Amigos, me desejem sorte.

Fernanda Rafaela e a filha Ketlen, que tinha um aninho quando eu parti, agora cinco. Fernanda hoje tem 19 anos, e já espera o segundo filho (não tem cabeça, apenas um grande coração)
Minha prima Fernanda com sua linda Ketlen, que parece ser uma criança extrovertida feito a mãe, as duas louras como anjos...
Será um menino, ou será uma menina? E eu, que sei que nunca terei filhos, sinto até uma certa "inveja branca", digamos assim. Que Deus te abençoe, prima!
Esta é a foto de minha prima Sabrina Vizzotto;  ela é mais nova que sua irmã Fernanda um bocadinho, e mudou totalmente desde que a vi pela última vez, os cabelos agora curtos e lisos, mas o sorriso está igual
Com vocês, José Alfredo Tomás Fernandes. Segundo filho de minha mãe, depois de mim. Data de nascimento: 22 de Julho de 1990. Signo de leão! Era silencioso, e dizem que no silêncio está a sabedoria, então...
Zé, quando eu saí de casa, deixei uma criança lá no sítio. Vejo que no fundo ainda és uma criança, pelo menos tens a cara
O que essa barba faz no teu rosto? Ela é uma marca do tempo que passou
E tu não mudaste nada, meu irmão, continuas exatamente igual!
Posso ver o quanto és livre. Sempre tu foste independente, sem amarras. Talvez bem mais livre do que eu sempre quis ser
Vejam que cena elegante! Ah, meu irmão, quem seriam os teus novos amigos?

E as amigas? Negar que tens um carisma só teu - impossível...

Adorei ver teus cabelos compridos; não sabia que mudarias tanto o visual, e ficou perfeito assim

Nós conservamos nossa inocência, mesmo quando queremos aparentar frieza pelas roupas, comportamentos, atitudes etc. Um simples gesto nos revela o interior

 Minha mãe! Tinhas que aparecer logo de copo na mão? Dona Eva, o que os outros pensarão? É brincadeira, sabes que te amo, agora muito mais que no passado. Ah, e me perdoarás a ausência: uma mãe sempre perdoa um filho. Eu sou um mau filho, mãezinha, me perdoa!

Às vezes, minha mãe, eu me pergunto: por que saí de perto do teu aconchego? Estava coberto pelo teu amor, que talvez eu não via justamente por ser tão abrangente. Quem sabe eu não devesse voar longe do ninho para aprender a ser o que eu era, e a verdade é que o que eu era naqueles dias era um pedacinho de ti! Ainda sou, querendo ou não, e como quero... Li isso em algum lugar, "as mães sentem seus filhos sendo uma parte delas." Eu sou um pedaço desse todo especial que és tu. Queria somente um pouco dessa firmeza que tu tens, essa força, mãezinha, um pouquinho dela para mim...

E o tempo não para! Renato, esta é minha família. Todas as pessoas das fotografias estão dentro dela, o vento não leva embora





viernes, 23 de julio de 2010

Este Amor

Este amor é simplesmente amor.
Parece fruta doce que caiu do pé,
Chama pro meio do mato. Ouço e sigo.
Eu o tento alcançar, mas ele diz: "¡olé!".

Este amor fica escondidinho num canto
A esperar que até ele os pés caminhem - 
Sempre eu o procuro, indo até onde está este amor
Dono do meu pensamento, do meu sonho, do meu canto.

Este amor... ele não diz seu nome.
É um espinho na carne e nada mais.
Este amor nada dá, apenas pede.

Este amor tudo traz e nada leva.
Este amor nada tem e tudo tem ao mesmo tempo,
E nunca sei onde guardo o que ele me concede.

________________________________

Fotografias: 1ª, os atores Jack Twist (Jake Gyllenhaal) e Ennis del Mar (Heath Ledger), protagonistas do filme Brokeback Mountain (2005), do cineasta Ang Lee, famosa produção de temática gay. / 2ª, Uma das cenas finais do filme, onde Ennis abraça as roupas de Jack, já morto, e lamenta não terem podido ficar mais tempo juntos os dois, por sua covardia, quando Jack ainda estava vivo.



miércoles, 7 de julio de 2010

Contigo


Savage Garden - Truly, Madly, Deeply



 Renato, este texto é para ti. Hoje é teu aniversário, e sei que é meio tarde, mas eu dormi muito de dia e só tenho como dar atenção aos amigos de noite mesmo, antes de ir ao trabalho. E tu já és mais que amigo. Por isso o nome deste texto é "Contigo", em tua homenagem, já que a postagem anterior se chamava "Sem Ti". Estou contigo, sinta-o, e te desejo um feliz aniversário!

 Tenho que confessar-te uma coisa estúpida, espero que compreendas. Nós nos conhecemos anteriormente através dos blogues, e sinto muito por isso, porém evitei propositadamente de continuar o contacto, por uma besteira que só agora, com mais maturidade e depois de ter te conhecido um pouco melhor, é que quero deixar de continuar. Pois és do Rio Grande do Norte, coincidentemente o mesmo lugar de origem do meu primeiro e malfadado amor, ou de seus pais (até hoje não estou certo sobre seu passado). Foi um preconceito? Foi sim, uma coisa muito estúpida de minha parte, que hoje já não faz mais sentido para mim, mas foi sobretudo por medo. Um dia poderei ter a oportunidade de te ver de perto e te explicar melhor toda essa história.

 Ter te conhecido foi uma coisa fabulosa. A cada vez que nos falamos me sinto diferente, uma pessoa renovada, livre de preocupações. Eu não sabia, no dia de ontem, que hoje seria teu aniversário. Fiquei a saber porque dissestes em cima da hora, foi uma surpresa boa. Já leste o meu outro blogue? É para ti, está aqui, e com o meu coração junto! 

 Muito em breve tu e eu nos encontraremos, se Deus quiser. Esperas por mim, e, céus! É muito bom saber disso. Também espero por ti. Não serei outra pessoa nunca, serei quem eu sou, e gostaria que gostasses de mim assim, de ti já gosto como és, sem nada por nem nada tirar. Continua a ser sempre a pessoa que tu és. Custo a acreditar que são realmente 36 anos - pareces criança tem horas. Continua sempre a ser este homem maravilhoso que és.

Não sabia que ele aniversariava naquele dia.
Não sabia que era chegada uma data especial.
Mas talvez tenha sido justamente por que eu não sabia
Que tudo foi tão natural.

Numa foto que ele me mostrou
Eu vi seu peito aberto.
E a verdade é que quis pousar ali a cabeça.
Estar eternamente perto.

martes, 6 de julio de 2010

Sem Ti

 Olá, bom dia. A canção que eu vou compartilhar hoje aqui no blogue se chama Tere Bin ("Sem Ti"). Nos idiomas hindi e urdu, respectivamente, fica dessa forma a escrita: तेरे बिन, تیرے تن.

 Tere Bin fez parte da trilha sonora do filme bollywoodiano Bas Ek Pal ("Apenas Um Momento"), de 2006, e até hoje é um grande sucesso na Índia (onde se fala hindi) e no Paquistão (de língua urdu). Hindi e urdu são basicamente o mesmo idioma, só muda o alfabeto, e as diferenças são mais ou menos as mesmas que há entre o português do Brasil e o de Portugal, ou entre o sotaque dos Estados da Paraíba e do Paraná, pouca coisa. Estima-se que o hindustano (a combinação de hindi mais urdu) seja falado ou compreendido por talvez 600 milhões de pessoas pelo mundo, o que faz dele o 3º idioma do planeta, atrás apenas do chinês e do inglês.
  
 Esta é uma música romântica que eu adoro, nem preciso dizer. Fala da tristeza da ausência, do desejo de estar próximo, da dor da traição. Não lembra muito a melodia de uma canção tradicional daquela região, é mais como qualquer boa música actual do nosso Ocidente mesmo, talvez por isso eu goste tanto. A tradução é especialmente para o meu querido Renato, de Assu, Rio Grande do Norte. Eu coloco a letra com a pronúncia mais aproximada que me foi possível, pois normalmente se encontra a transliteração das palavras originais com sons ingleses (assim, tere bin, por exemplo, fica teray bin). Espero que gostem, tem muita poesia e doçura nesta canção!
Tere Bin - Sem Ti

Tere bin, mén yun kése djiya - kése djiyá tere bin? (2x)
Sem ti, como eu viveria assim - como viveria sem ti?

Lekar yáde têri, ráten mêri katí... (2x)
Nas lembranças de ti, minhas noites vão passando...
Mudjse báten terí kârti hê tchándani:
A lua me fala sobre ti:
Tan-ha há tuj bín ráten merí.
Sem ti minhas noites são solitárias.
Din merê din keê djêse nahí.
Meus dias são como se não fossem dias.
Tan-ha badân, tan-ha hê ru mam mêri ánken rahê.
Meu corpo sozinho, minh'alma sozinha e meus olhos ficam molhados.
Ádjá merê, ab ru burú djiná nahí bin terê!
Vem agora para mim, não quero viver sem ti!

Tere bin, mén yun kése djiya - kése djiyá tere bin? (2x)
Sem ti, como eu viveria assim - como viveria sem ti?

Kâbse ánken merí ráha mén têre bitchí? (2x)
Quando foi que eu pus meus olhos no teu caminho?
Búle se hi kabi tu mil djáye kâí...
Pelo menos me deixa encontrá-lo em algum lugar, acidentalmente...
Bule nâ mudjseê báten terí -
Não posso esquecer tuas palavras -
Bígi hâ har pal ánken merí.
A cada segundo os meus olhos ficam molhados.
Kyun sánse lún? Kyun mén djiyú?
Por que eu tenho que respirar? Por que tenho que viver?
Djiná bura sa lagê.
Vivo a sentir-me mal.
Kyun ho gayá tu bevafá? Mudjkô batá de vagê!
Por que tu me traístes? Me diz o motivo!

Têre bin, mén yun kése djiya - kése djiyá tere bin? (2x)
Sem ti, como eu viveria assim - como viveria sem ti?