A Minha Filosofia

Eu ficarei para sempre com o que disse Zoroastro, grande sábio persa do século VI a.C., que resumiu o que é estar no caminho correto em apenas uma singela frase:

"BONS PENSAMENTOS, BOAS PALAVRAS, E BOAS AÇÕES."

Quero fazer deste princípio o meu viver, incorporar em tudo o que sou a essência desta visão tão simples, para conseguir estar bem com o mundo e comigo mesmo antes de qualquer coisa.

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miércoles, 25 de enero de 2012

Aadat - Atif Aslam


Na djáne kab se 
Umíde kutcheh báqi hen. 
Mudjhe phir bhi terí yád 
Kyún áti he? 
Na djáne kab se...

Dur djitná bhi tum mudjh se,
Pás tere men: 
Ab to 'adat si ha mudjh ko ése djíne men. 
Zindagí se koyí shikwah bhi nahín he -
Ab to zindah hun men is níle asmán men.

Tcháhat ési he yeh terí
Barrhti djáye, 
Áhat ése hai yeh teri 
Mudjh ko satáye! 
Yáden gehrí hen yeh itni, 
Dil dub djáye 
Aur ánk-hon men yeh ghum num ban djáye!

Ab to 'adat si ha mudjh ko ése djíne men...

Sabhí rátein hein, 
Sabhí bátein hein... 
Bhulá do unhein, 
Mitta do unhein...

Ab to 'adat si ha mudjh ko 

▬▬▬▬▬ஜ۩۞۩ஜ▬▬▬▬▬▬

Não sei desde quando 
Eu venho alimentando esses desejos.
Porque eu ainda continuo
Pensando em ti?
Não sei desde quando...

Quanto mais te distancias de mim,
Mais eu me aproximo de ti:
Agora essa é a maneira como costumo viver.
Da vida eu não tenho queixas -
Agora não vivo senão sob um (bonito) céu azul.

O amor que sinto por ti 
Continua a aumentar,
O mais leve som vindo de ti 
Já me atormenta!
Os pensamentos são tão profundos,
Que neles meu coração se afoga
E em meus olhos a dor se transforma em lágrimas!

Agora essa é a maneira como costumo viver...

Todas aquelas noites, 
Todas aquelas conversas...
Esquecidas,
Apagadas...

Agora esse é o meu costume


عاطف اسلم، عادت (Urdu)

 نہ جانے کب سے
 امید کچھ باقی ہے
 مجھے پھر بھی تیری یاد
 کیوں آتی ہے؟
 نہ جانے کب سے

 دور جتنا بھی تم مجھ سے
 پاس تیرے میں
 اب تو عادت سی ہے مجھ کو ایسے جینے میں
 زندگی سے کوئی شکوہ بھی نہیں ہے
 اب تو زندہ ہوں میں اس نیلے آسماں میں

 چاہت ایسی ہے یہ تیری
 بڑھتی جائے
 آہٹ ایسے ہے یہ تیری
 مجھ کو ستائے
 یادیں گہری ہیں اتنی
 دل ڈوب جائے
 اور آنکھوں میں یہ غم نم بن جائے

 اب تو عادت سی ہے مجھ کو ایسے جینے میں

 سبھی راتیں ہیں
 سبھی باتیں ہیں
 بھلا دو انہیں
 مٹا دو انہیں
 اب تو عادت سی ہے مجھ کو

viernes, 13 de mayo de 2011

La Alegria


   Esta canção está em ladino, o idioma dos judeus da Península Ibérica, expulsos há mais de 500 anos e desde então espalhados pelo mundo. O ladino é uma mistura de espanhol arcaico com hebraico bíblico e outros idiomas, como o português, o árabe, o turco, o grego etc. e difere um pouco da língua falada hoje pelos espanhóis e latino-americanos, mas na essência é o mesmo idioma, com apenas algumas diferenças na pronúncia e no vocabulário. Yasmin Levy é uma cantora israelense, de Jerusalém, que estudou flamenco na Espanha, bem como recuperou canções ladinas que estavam já esquecidas. Seu pai era um folclorista renomado, estudioso das tradições dos judeus sefarditas. Música com muita, muita alma...

Yo bebo y bebo y bebo pa' olvidarte
Yo duermo y duermo y duermo pa' no pensar
Maldito mundo
Vivir para pagar por el pecado de amarte
Maldita tu
Sueltame

Te digo que vida no tengo
Y es por tu culpa
Las noches igual que los días
De soledad
Oh Dio mio
Ayúdame para matar este amor
Que 'stá en mi corazón
Bendito Dio sálvame

Solo caminando en el camino de este mundo
Y no tengo más fuerza para luchar
Yo pensaba que amarte fue el remedio pa' el dolor
Pero el dolor se hizo grande más y más
Ah, te dejo para siempre, vida mia no te olvides
Que soy hombre que existe para ti
Y el cante de mi vida te regalo para siempre
Tal que llegue el día del morir

martes, 19 de abril de 2011

Ser Só

Com o tempo, se a prende a ser só.
A ser só no mundo, a não pedir nada.
Se aprende a observar calado,
A caminhar só, acompanhado pela estrada.

E, consigo, encontrar prazer em caminhar.
O que se espera pode não vir,
Querê-lo é fadar-se a afastá-lo.
No fim da trilha, a surpresa pode surgir.

Cerejeira
   Decidi que não irei mais decidir coisa alguma. Apenas viverei. Não que tenha sido doloroso, pelo menos não é tão doloroso agora. Acho que as pessoas encontram uma força incrível dentro de si, que só vem depois de muitas surpresas desagradáveis. Para quem se acostuma às decepções e deixa de temê-las, pode ser uma grata descoberta uma flor no final da estrada. Não será a flor que se buscou, decerto, mas será igualmente encantadora.

 
Letra em persa aqui








 

viernes, 4 de marzo de 2011

Jamais Esquecerei

   Estive a comunicar-me com um amigo distante, que lemborou-me de quem sou. Disse-me que, como poeta, para mim o amor é uma necessidade e uma fonte de inspiração.

   Voltei a pensar em meu primeiro amor. Só esse amor me faz ter vontade de querer algo que não posso encontrar na realidade. Esse amor é minha única fraqueza. Ele não voltará. Eu sei, eu aceito isso. Talvez nem sequer ele precise voltar. Basta que permaneça no lugar onde está, porque a casa do coração é a única que não pode ser destruída, ao contrário de todas as outras. Suas pedras não podem ser tocadas pelas mãos humanas, e portanto são eternas.

   E pensar que uma vez eu cheguei a discutir com Renato, dizendo que não o amava mais... não o amo mais como o amava quando o deixei. Antoine é uma lembrança ainda, que no entanto vai se apagando, sobrevivem somente alguns traços de memórias aos quais me apego com força, temendo que se percam para sempre...

   O que sinto agora? Conhecem a canção "Asla Vazgeçemem", de Tarkan Tevetoğlu? Então prestem atenção à letra...



Asla Vazgeçemem (Jamais Esquecerei)

Ah, gözlerin! 
(Ah, teus olhos!)
Ah, gözlerin beni benden alan...
(Ah, teus olhos que de mim foram roubados...)
Sislerin ardından, buğulu bakan.
(Serão encontrados através da névoa [de lágrimas].)


Ah, sözlerin!
(Ah, tuas palavras!)
Ah, sözlerin beni benden çalan,
(Ah, tuas palavras que levaram de mim,)
Bir nehir misali, kalbime akan...
(Que, como um rio, correm em meu coração...)


Asla, asla vazgeçemem, senden asla!
(Jamais, jamais desistirei de ti.)
Olamam ben sensiz,
(Não posso viver sem ti,)
Yapamam sevgisiz.
(Não posso ficar sem teu amor.)
Asla, asla vazgeçemem, senden asla!
(Nunca, nunca desistirei de ti!)
Olamam ben sensiz,
(Não posso viver sem ti,)
Yapamam kimsesiz.
(Não posso ficar sem ninguém.)


Ah, saçların!
(Ah, teus cabelos!)
Ah, saçların alev alev yakan,
(Ah, teus cabelos que ardem como fogo,)
Rüzgarla savrulup bin ışık saçan...
(Que como o vento se dobram, que brilham como mil luzes...)

miércoles, 13 de octubre de 2010

No Bosque de Eucaliptos - חורשת האקליפטוס

 Esta canção é um poema de Naomi Shemer, Hurshat ha Eucaliptos (חורשת האקליפטוס), e foi composta em 1963, no que foi uma homenagem da artista ao seu local de nascimento, um kibutz (coletividade agrícola) localizado numa área verde, às margens do Mar da Galileia, que na verdade trata-se de um lago que fica ao norte de Israel. O poema foi musicado e já foi cantado por artistas famosos, inclusive Lara Fabian. E uma bonita canção, um grande clássico do repertório hebraico. Ishtar (אישתאר), eis uma cantora que eu muito aprecio; dela é a voz.



Kshe ima bah ahena 
Quando minha mãe veio aqui


Yafa utzeira. 
Era bela e jovem.
Az aba al giva a bana la bait.
Papai lhe construiu uma casa na colina.

Halfu haavivim 
Primaveras passaram
Hatzi meah avra 
Meio século passou-se
Vetaltalim hafchu siba bentaim 
E os cachos de seus cabelos branquearam-se com o tempo

Aval, al hof Yarden,
Mas, nas margens do rio Jordão, 
Kemo meuma lo kara. 
Nada acontecia.
Ota adumia 
O mesmo silêncio 
Vegam ota atafora

E o mesmo lugar


Hurshat ha Eucalipos, hagesher, lasira.,
 O Bosque de Eucaliptos, a ponte, o barco,


Vereah hamaluah al hamaim...
E o cheiro de sal sobre as águas...






Bashebil hine yoredet,
E então uma caravana,
Edat hatinoqot 
O grupo de criancinhas 
Hem haYarden irsha shebu ragtaim ...
No Jordão eles já brincam...

Elu hatinoqot,
As crianças cresceram,
Kbar lambu mispor...
Agora elas aprenderam a nadar...
Ish mihanearim 
Os jovens
Osim mishnaim.
Já passeiam em duplas.




lunes, 4 de octubre de 2010

Uma História de Amor

 Olá, pessoal, esta história que eu quero compartilhar com vocês é de lá do Japão, e é verdadeira. Encontrei no blogue do meu amigo Alexandre Gonzalez, assim como em outro excelente blogue sobre o Japão. Como estou numa fase da minha vida em que a paixão explode dentro de mim, acho apropriada ao momento. É muito triste, mas lindíssima, e é contada de geração em geração lá naquele país,celebrada no teatro tradicional (kabuki),na música, na pintura, na poesia e na literatura em geral. No fim, há uma linda canção sobre a personagem do conto. Espero que gostem.

 Era uma vez uma família chamada Yaoya. Eles viviam em Edo, que hoje em dia é a cidade de Tóquio, e eram grandes quitandeiros. No ano de 1667, nasceu a menina Oshichi, que tornava-se uma bela jovem com o passar dos anos. Um belo dia, a casa dos Yaoya pega fogo. Isso foi em 1682, durante o grande incêndio que arrasou Edo, chegando mesmo até a periferia da cidade. Naquele mesmo incêndio, muitas casas foram detruídas, inclusive a choupana de Matsuo Basho, um famoso poeta japonês. As construções eram de madeira e muito aglomeradas, por isso era comum que o fogo se alastrasse pela antiga Edo, assim como em outras partes do país...

 Assim, entristecida, a família se refugia num templo budista, que existe até hoje, chamado Chomyo-ji. Lá, os Yaoya esperaram a reconstrução de sua morada, que não tardaria muito. Durante sua estadia ali, Oshichi, que então contava 15 anos de idade, conhece um monge recluso de nome Shinosuke Ikuta, jovem e bonito. Os dois logo se apaixonam. Porém, o amor que nasceu entre eles era um amor proibido e impossível. Pelas regras dos monges, não poderia ele dedicar seu coração a mulher alguma, pois quem trabalhava no templo deveria dar seu amor apenas a causas religiosas e humanitárias, e não namorar ou casar-se. Também a família da moça não aprovaria sua união com o monge.

 Quando a casa ficou pronta, os Yaoya voltaram a morar ali, afastando-se do templo. A moça foi com eles, e desde aquele momento deveria conformar-se em viver longe de seu amor. Mas não seria isso que ela faria. Em 1683, Oshichi têm uma ideia: queimar a casa novamente, e assim voltar a viver no templo, junto a Shinosuke. Na época da florada de cerejeiras (sakurá) daquele ano, ela conclui o seu plano; o que provocou essa atitude extrema de sua parte fora o imenso sentimento de carinho e de saudade que ela nutria por Shinosuke. No entanto, o fogo não somente destruiu outra vez sua casa, como também as habitações vizinhas, e sua própria mãe encontrou a morte nas chamas, coisa que a jovem jamais esperaria que acontecesse. Consciente de ter cometido um crime, ela se entrega às autoridades. Estava mais arrasada que as próprias casas que foram queimadas... E ela sabia como era a lei daqueles tempos: incendiários menores de quinze anos seriam condenados ao exílio numa ilha distante, e maiores receberiam a pena capital, morte na fogueira. Ela já tinha 16 anos.

 O juiz que a julgou teve pena dela, apiedou-se de sua história. Perguntou-lhe: "Qual a tua idade?" Esperava que ela mentisse. Porém não, Oshichi preferiu dizer a verdade. "Eu tenho dezesseis". Ela escolheu a morte. Morta,  reencontraria sua mãe, pedindo-lhe perdão e finalmente poderia esperar por seu amado, com o qual sonhara todas as noites sem poder chegar perto... Foi conduzida a uma estaca, no meio de um campo de cerejeiras em flor.
Oshichi com Shinosuke, quadro do artista  Kitagawa Utamaro
 Dizem que quando as primeiras flores de cerejeira aparecem no templo Chomyo-ji, o espírito de Oshichi está feliz, ao lado do monge Shinosuke. As pessoas visitam o templo de Enjou-ji, no bairro de Toshima, e depositam flores no túmulo da moça, e como ela foi morta no fogo, jogam água por cima de seu sepulcro.

Yozakura Oshichi - Sakamoto Fuyumi



        
Akai hana wo ga putsurito kireta
Quebrou-se o cordão de minha sandália vermelha
Sugete kureru te aryashinai

Não há ninguém que possa consertá-la para mim
Ooiteke bori wo keto bashite

Eu piso num buraco e
Kake dasu yubi ni chiga nijimu

Eu começo a correr, o sangue escorre nos meus dedos.

Sakura sakura 

Cerejeiras, cerejeiras,
 Itsumade matte mo konu hito to
Uma pessoa que não vem mesmo que tu esperes por ela
Shindahitoto wa onaji koto

É o mesmo que uma pessoa que está morta
Sakura sakura hanafubuki

Cerejeiras, cerejeiras, com flores a cair como fossem neve
Moe te moya shita hada yori shiroi hana

Queimda e com a pele queimada coberta de alvas flores
Abite watashi wa yozakura oshichi

E a observar as flores de cerejeira - eu sou Oshichi
Sakura sakura yayoi no sora ni

Cerejeiras, cerejeiras, durante o céu de Março
Sakura sakura hanafubuki

Cerejeiras, cerejeiras, com flores a cair como fossem neve

Kuchi beni wo tsukete teishu wo kuwaetara

Apesar de eu passar batom na boca, na verdade eu coloco uma mordaça,
Namida ga porori mo hitotsu porori

Uma lágrima cai, e mais uma 

Sakura sakura miwatasu kagiri

Cerejeiras, cerejeiras, nos limites de minha visão
Sakura sakura hanafubuki
Cerejeiras, cerejeiras, com flores a cair como fossem neve
Sakura sakura sayonara anta

Cerejeiras, cerejeiras, adeus meu querido
Sakura sakura hanafubuki

Cerejeiras, cerejeiras, com flores a cair como fossem neve

sábado, 14 de agosto de 2010

Flor de Cerejeira

 Amigos, peço desculpas pela ausência. Desta vez é de verdade. Estou sem ter como retribuir as visitas que recebo, assim que possível eu retornarei. Perdoem, não é por nada, e sim pelas coisas que estão a ocorrer. Algumas boas, outras nem tanto.

 Ontem de noite chorei muito. Leiam o post anterior e saberão o motivo. Eu ouvi uma canção japonesa que me fez chorar logo no primeiro instante. Fala das cerejeiras. Há várias espécies, distribuídas por várias partes do mundo, cada uma de um tipo, algumas dão frutos e outras não. Cerejeira é uma árvore de madeira boa, e seus frutos, as cerejas, são doces, vermelhos e suculentos. Simbolizam o amor. Já suas flores, que são de cor rosa ou branca, são delicadas, pequeninas e duram pouco, desprendem-se dos galhos em pouco tempo. Representam a pureza e a inocência. Poucas coisas físicas no mundo são mais bonitas que uma cerejeira, na minha opinião.

 No Japão, especialmente, a cerejeira é um símbolo nacional de grande relevância, presente nos quintais de casas e escolas, no imaginário popular e na inspiração de artistas desde milhares de anos, quando o país era apenas um conjunto de ilhas pouco povoadas e isoladas do mundo. Eu mesmo sei pouco sobre essa nação. Nem entendo o motivo de ter chorado tanto com esta música. Deve ser porque minhas lembranças e a minha saudade se misturaram com a melodia; essas coisas acontecem quando uma pessoa está sozinha, ela fica mais fragilizada e sensível. Pensei em minha família, e desejei tanto um reencontro, um abraço. De qualquer forma, é bom derramar umas lágrimas de vez em quando; alivia, descarrega a alma, mais ou menos como uma cerejeira quando perde suas flores e fica mais leve, numa suave brisa de primavera...

 A cultura oriental é lindíssima. Eles têm maneiras extremamente sutis de expressar emoções, e sabem ser doces, mesmo aparentando frieza. É só impressão de frieza que dá vê-los sérios e silenciosos. Essa imagem não corresponde à realidade, como vocês perceberão pela canção. Eu chorei ontem e choro agora de novo, não consigo parar de ouvir e acompanhar a letra, é muito... nem sei dizer. Tem que sentir.

Sakura - Naotaro Moriyama (2003)

Bokura wa kito materu 
 Eu sempre irei esperar
Kimi to mata aeru hibi wo
Novamente te encontrar
Sakuranamiki no michi no ue de 
Na alameda de cerejeiras
Te wo furi sakebuyo
Te chamarei, levantando as mãos
Donani kurushi toki mo 
Mesmo nos dias mais difíceis
Kimi wa warateirukara 
Tu estás sempre a sorrir
Kujikesuni narikakitemo 
Por isso, senti a tua firme coragem
Ganbareru kigashitaro 
Capaz de superar as desilusões
 Kasumiyuku keshiki no naka ni 
Dentro duma paisagem enevoada
Ano hi no uta ga kikoeru 
A canção daquele dia posso ouvir


Sakura sakura ima sakihokoru
As cerejeiras, as cerejeiras florescem agora
Setsuna ni chiriyuku sadame to shitte
Cientes da sua curta vida
Saraba tomo yo tabidachi no toki 
Adeus amigo, é a hora da despedida
Kowaranai sono omoi wo ima
Será eterno o sentimento deste instante
Imanara ierudaruka itsuwari no nai kotoba 
Se aquele dia fosse hoje, conseguiria dizer-te
Kagayakeru kimi no mirai wo negau 
Palavras sinceras e verdadeiras
Hontu no kotoba!
Para desejar a ti um futuro brilhante!
Utsuriyuku machi wa marude?
A distância conseguirá nos separar?
Bokura wo sekasuyoni?
Fazer com que de mim tu te esqueças?
Sakura sakura tada maiochiru 
As flores de cerejeira simplesmente caem
Itsuka umarekawaru toki o shinji 
Confiantes na hora de renascer um dia
Nakuna tomo yo ima sekibetsu no toki
Não chores meu amigo
Kazaranai ano egao de saá
Vá com aquele sorriso singelo
Sakura sakura iza maiagare 
Levantem-se flores de cerejeira
Towani sanzameku hikari o abite 
Tomando o sol que para sempre as iluminará
Saraba tomo yo mata kono basho de awo
Adeus amigo, nos veremos nesta solitária ladeira
Sakura maichiru michi no 
Na qual descansam as flores de cerejeira
Sakura maichiru michi no ue de 
Na qual descansam eternamente as flores de cerejeira

jueves, 22 de julio de 2010

O Tempo





Zman (Tempo)
זמן
زمان


(Idioma: hebraico - tradução de Deborah Zaniolli sheli)

Ze hazman liot levad, rotza od zman bli af echad
Este é o tempo de estar sozinho, quero mais tempo sem ninguém
Levad ve she hazman iachalof, ve et hakol ito ishtof
Sozinha e que o tempo passe, e que lave tudo
Zman... ve hashemesh tavo ve tiga 
Tempo... e que o sol chegue e toque
Zman... lishkoah kol ma she paga 
Tempo... de esquecer tudo que se feriu
Rak od zman, ki gam im u kzat meuhar
Só mais um tempo, porque também se ele está um pouco atrasado
Zman yavi ito zman acher
O tempo trará com ele outros tempos
Ulai od iom echad, ulai yakun ve lo efhad
Talvez outro dia, talvez eu levante e não tenha mais medo 
Ve ze ie hazman hatov, hazman lechiot u lehov
E esse será o tempo bom, o tempo de viver e amar
Zman... ve hashemesh tavo ve tiga 
Tempo... e o sol chega e toque
Zman... lishkoah kol ma she paga 
Tempo... de esquecer tudo que se feriu
(Idioma: árabe - Tradução pelo Google, aproximada)
Zman... li ahá li mãntun hadá (زمان  لي  أهى  لي  منتن  حادة)
Com o tempo... não sei o que fazer com ele
Zman... táimrah li al-hadá (تأمره  لي  الحادة)
Tempo... peço-lhe conselhos
::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::

 Tempo é algo que eu vou precisar um pouco agora, para correr atrás de coisas importantes, que infelizmente não serão fáceis. Mas todos nós sabemos que o que é importante na vida dificilmente se consegue com facilidade, então... me desejem sorte!
 
  Esta canção está em hebraico, mas um pedacinho é em árabe, e a palavra "zman" significa "tempo" em ambas as línguas. A cantora, compositora e atriz Mira Awad é do norte de Israel, nasceu na cidadezinha de Rameh (Galileia) em 1975, mas atualmente reside em Tel Aviv. Em 2009 representou seu país no Eurovision Song Contest (ou Eurovisão), junto com Noa. Gosto muito dela, e depois trago mais músicas suas para este meu cantinho, se Deus quiser. Fiquem bem e até mais.

 

miércoles, 7 de julio de 2010

Contigo


Savage Garden - Truly, Madly, Deeply



 Renato, este texto é para ti. Hoje é teu aniversário, e sei que é meio tarde, mas eu dormi muito de dia e só tenho como dar atenção aos amigos de noite mesmo, antes de ir ao trabalho. E tu já és mais que amigo. Por isso o nome deste texto é "Contigo", em tua homenagem, já que a postagem anterior se chamava "Sem Ti". Estou contigo, sinta-o, e te desejo um feliz aniversário!

 Tenho que confessar-te uma coisa estúpida, espero que compreendas. Nós nos conhecemos anteriormente através dos blogues, e sinto muito por isso, porém evitei propositadamente de continuar o contacto, por uma besteira que só agora, com mais maturidade e depois de ter te conhecido um pouco melhor, é que quero deixar de continuar. Pois és do Rio Grande do Norte, coincidentemente o mesmo lugar de origem do meu primeiro e malfadado amor, ou de seus pais (até hoje não estou certo sobre seu passado). Foi um preconceito? Foi sim, uma coisa muito estúpida de minha parte, que hoje já não faz mais sentido para mim, mas foi sobretudo por medo. Um dia poderei ter a oportunidade de te ver de perto e te explicar melhor toda essa história.

 Ter te conhecido foi uma coisa fabulosa. A cada vez que nos falamos me sinto diferente, uma pessoa renovada, livre de preocupações. Eu não sabia, no dia de ontem, que hoje seria teu aniversário. Fiquei a saber porque dissestes em cima da hora, foi uma surpresa boa. Já leste o meu outro blogue? É para ti, está aqui, e com o meu coração junto! 

 Muito em breve tu e eu nos encontraremos, se Deus quiser. Esperas por mim, e, céus! É muito bom saber disso. Também espero por ti. Não serei outra pessoa nunca, serei quem eu sou, e gostaria que gostasses de mim assim, de ti já gosto como és, sem nada por nem nada tirar. Continua a ser sempre a pessoa que tu és. Custo a acreditar que são realmente 36 anos - pareces criança tem horas. Continua sempre a ser este homem maravilhoso que és.

Não sabia que ele aniversariava naquele dia.
Não sabia que era chegada uma data especial.
Mas talvez tenha sido justamente por que eu não sabia
Que tudo foi tão natural.

Numa foto que ele me mostrou
Eu vi seu peito aberto.
E a verdade é que quis pousar ali a cabeça.
Estar eternamente perto.